Segunda-feira, 9 de maio de 2016 - 14h17
Francisco das C. Lima Filho[1]
Depois de treze anos de populismo e exagerado paternalismo, tudo leva a crer que o Governo do Partido dos Trabalhadores – PT chegará ao fim no próximo dia 11 de maio, em razão de muitos equívocos e acusações de ilegalidades, a maioria delas descobertas com a denominada Operação Lava Jato, comandada pelo Ministério Público Federal e a Justiça Federal no Paraná, cujo trabalho é digno de reconhecimento, e que levou para a cadeia alguns empreiteiros e políticos de destaque ligados ao Partido.
Enquanto isso, o País mergulhou em uma das maiores crises econômica, política e moral da História, levando milhões de brasileiros até mesmo estrangeiros para as ruas exigindo mudanças não apenas nos rumos da economia - quase falida - mas também e especialmente, no sistema de representação política, talvez o maior responsável pelas imensas dificuldades pelas quais passam as empresas, geradora de um nível de desemprego que colocou na rua milhões de trabalhadores que hoje se encontram endividados e sem condições dignas de vida.
Enquanto isso, a Presidente da República, numa desesperada tentativa de se manter no poder, depois de ter faltado com a verdade na campanha de 2014 ao pintar um quadro de normalidade e de bonança, criou a narrativa que talvez nem ela mesma acredite, do “golpe”, que felizmente até aqui não convenceu ninguém.
Nesse triste e lamentável quadro, é chegada a hora do Senado da República resolver esse impasse, papel do qual não se pode furtar, pois é, além de um dos responsáveis pelo respeito à ordem jurídica, um órgão de equilíbrio. Por conseguinte, não pode se deixar levar por um discurso vazio e inverídico que a ninguém convence.
O Brasil precisa retomar o caminho do crescimento e do respeito ética, à Constituição e às leis. Não é mais possível prolongar a crise que precisa ser debelada com medidas concretas, entre as quais, a do afastamento da Presidente da República, ato grave, mas necessário, infelizmente.
Desse modo, neste momento de tantos problemas, impensável a manutenção de um Governo que perdeu completamente a legitimidade perante a sociedade e a capacidade de condução dos destinos do País.
É hora de mudar, mudança que não pode ser limitada a substituição de pessoas. Indispensáveis alterar práticas e comportamentos equivocadas que levaram o País a esse impasse em que se encontra e que devem ser postas em andamento imediatamente para que se retomem os investimentos que sejam capazes de recuperar as empresas em estado de pré-falência e gerar trabalho, emprego e renda para os milhões de desempregados que o equívoco que o Governo do PT infelizmente gerou com uma política econômica calçada no assistencialismo que todos sabem, não tem o condão de gerar nada de positivo, se não aumentar a dependência.
É isso que a Nação espera dos senhores Senadores neste histórico dia 11 de maio que poderá ser o marco da transformação.
Avante Brasil!
[1]Desembargador do TRT da 24ª Região
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