Quarta-feira, 2 de novembro de 2011 - 15h15
*Faustino Vicente
No mundo empresarial existem estratégicas continuadas sobre um item que responde pelo nome de custos. Eles são classificados em custo fixo (direto) e custo variável (indireto). No primeiro caso vamos encontrar aquelas despesas que, independentemente de qualquer real faturado, elas terão que ser pagas. A taxa de condomínio, que um lojista paga para a administração de um shopping center, é exemplo.
Os custos variáveis estão ligados às áreas operacionais – fabricação de produtos e prestação de serviços. No caso de aquisições e fusões de empresas, os funcionários das áreas administrativas são os mais cotados a perder o emprego, pois não haverá dois diretores nacionais de vendas, por exemplo, na nova organização.
Assim como ocorre nas empresas, também as famílias têm os dois tipos de custos, sendo o famigerado custo fixo o vilão dos orçamentos domésticos. Entre eles destacamos: as contas de energia elétrica, gás de cozinha, água, condomínio, de quem reside em apartamento, despesas com transporte, plano de saúde, alimentos, entre outras. A Internet, TV a cabo e, esse irresistível celular, são as mais recentes despesas mensais. Ah! Muitas famílias têm os famigerados carnês...em 10 “suaves” prestações – “sem juros”.
Embora várias dessas despesas venham de longe, o que ocorreu é que, nas últimas décadas, o aumento delas foi muito superior a elevação do salário real, da grande maioria das pessoas. Outro fator, que tem minado o orçamento familiar, é a elevadíssima carga tributária brasileira, embora os serviços públicos, exceção feita às “ilhas de excelência”, deixem em muito a desejar. Os noticiários sobre educação e saúde, ratificam nossa afirmação.
Reduzir o custo fixo familiar não é apenas saudável para de cada um de nós, mas também para os recursos naturais do nosso planeta.
Os custos fixos, sejam eles familiares ou empresariais, nos lembram unhas – cortamos, cortamos...cortamos e elas insistem em crescer,crescer...crescer. Ah! Casos de corrupção e de incompetência em gestão pública, são os vilões mais cruéis da massa trabalhadora.
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