Sexta-feira, 22 de abril de 2022 - 18h20

Seguindo orientação constitucional, o governador de Rondônia, Cel. Marcos Rocha, enviou à apreciação da Assembleia Legislativa
o nome de sua preferência para ocupar uma vaga no Tribunal de Contas do
Estado, mas o Poder Legislativo, em decisão considerada inédita, o rejeitou,
sem, contudo, apresentar justificativas plausíveis
e coerentes que fundamentassem sua conduta.
Afinal, o que é preciso para ser conselheiro do Tribunal de
Contas de Rondônia? De acordo com a Lei, o indicado precisa possuir idoneidade
moral e reputação ilibada, notório
conhecimento jurídico, contábil, econômico ou de administração, entre outros requisitos.
Até onde se sabe, o cidadão escolhido pelo governador reúne
essas e outras qualidades. Então, por
que diabos a ALE-RO rifou seu nome? A sociedade espera uma resposta de seus
representantes naquela Casa. E não adianta vir com desculpas esfarrapadas do
tipo “não pertencia a esse ou aquele grupo”, ou, ainda, “não tinha trânsito
livre no meio político”, entre outras baboseiras, que só convencem os néscios e
bajuladores de plantão.
Todo mundo sabe que o cargo é político, não precisa que ninguém
diga isso, mas o escolhido precisa reunir as condições exigidas para o
exercício da função. Isso é indispensável. Agora imagine o desastre que seria um
neófito examinando os gastos do governo e da Assembleia, até porque essa é uma
das atribuições do conselheiro.
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