Sexta-feira, 3 de abril de 2015 - 00h04
Não há como negar. Algumas situações estão saturando. Está na hora de ir em frente, de superar posturas obsoletas, de recuperar a normalidade política, e não obstruir os passos de quem quer avançar em busca de soluções.
As próprias manifestações de rua, já não são mais espontâneas, como se tenta divulgar. Como fruta carunchada, merecem sua destinação adequada.
Seria, de fato, uma teimosia desprovida de valor, insistir em propostas que supõem uma quebra da normalidade institucional.
O que se exige agora, o que se cobra com a força do bom senso, é que se executem as providências que precisam ser tomadas. E que não podem ficar amarradas umas às outras, de tal modo que o conjunto fique paralisado.
É salutar o funcionamento simultâneo de todas as instâncias de poder. Sem impedir que cada uma tenha o seu ritmo. Mas ao mesmo tempo se dê conta dos passos que as outras já estão dando.
Assim, o Executivo precisa atuar com agilidade, e com presteza, estancando eventuais sangrias de recursos, que precisam ser melhor direcionados.
O Congresso Nacional precisa agir com responsabilidade, deixando de lado, e execrando, certas posturas típicas de quem usa o poder para se projetar pessoalmente.
E o Judiciário acabou recebendo uma dose excepcional de situações a serem, o quanto antes, julgadas com presteza e isenção de ânimo.
Tudo isto precisa, também, ser acompanhado de perto pela população, que precisa ser melhor informada a respeito das questões complexas que se abateram sobre o país, na conjuntura atual em que vivemos.
Às vezes se diz que no Brasil tudo começa só depois do carnaval. Ele já passou, e desta vez nem serviu de referência para agendar os compromissos prioritários.
Mas agora chegou a Páscoa. Ela é uma festa muito mais carregada de consciência histórica do que o carnaval. Ela traz um forte apelo para a renovação, e para a superação de velhas posturas, que só atrapalham a caminhada democrática da sociedade.
Desta vez, os votos de “feliz páscoa”, se traduzam em votos de energia e disposição, para juntos enfrentarmos a crise que acabou envolvendo de maneira simultânea o país inteiro.
Vamos trabalhar, que o Brasil precisa da participação de todos!
Fonte: CNBB
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