Porto Velho (RO) sexta-feira, 19 de junho de 2026
opsfasdfas
×
Gente de Opinião

Opinião

Tamandaré: Reordenar para fechar - Por Ariel Argobe


Tamandaré: Reordenar para fechar - Por Ariel Argobe - Gente de Opinião
 ARIEL ARGOBE

O Governo do Estado de Rondônia está realizando, desde 2015 quando o projeto foi implantado, o reordenamento da Rede Estadual de Ensino, o que está causando preocupação e descontentamento em muitos professores, pais, alunos e gestores da educação. A extinção de séries do Fundamental ou do Ensino Médio em determinadas escolas, ou até o fechamento por completo, deve atingir diversas unidades escolas em todo estado.
 
Conforme as etapas do reordenamento avançam e os primeiros números desta tragédia anunciada surgem, e são analisados à luz da realidade local e das necessidades prementes e singulares de cada município, o cenário do reordenamento parece ser, na verdade, de pós-guerra, cenário de uma terra arrasada.
 
Em Guajará-Mirim, as vítimas são os alunos das escolas EEEF Durvalina Estilbem de Oliveira, localizada no centro da cidade, e alunos do Almirante Tamandaré, no bairro Tamandaré que desde no ano passado tem enfrentado uma verdadeira maratona para efetuar matrícula, haja vista as estratégias da CRE (Coordenação de Educação de Guajará-Mirim), que concentrou em sua sede as matrículas dos alunos, não disponibilizado as escolas Durvalina e Almirante Tamandaré como opção aos estudantes, de forma a criar a dissimulada impressão de ociosidade e desuso das unidades.

Para especialistas no assunto, pais, professores, alunos e sindicalistas, a estratégia do reordenamento não parece ser o óbvio: reordenar para funcionar melhor. Ao contrário, mas como perversa medida para contenção de despesas e modelamento do estado mínimo. O propósito é firme e claro: fechar escolas.
 
Este é um momento muito crítico para o futuro de nossa juventude, de forma que a sociedade guajaramirense deve se voltar para o tema, mobilizar-se para uma ampla e frutífera discussão em favor da educação de nossas crianças, garantindo o funcionamento destas históricas unidades escolares, necessárias para jovens brasileiros e bolivianos que lá estudam.
 
Se você é Contra o Governo do Estado de Rondônia Fechar as EEEF Durvalina Estilbem de Oliveira e Almirante Tamandaré, em Guajará-Mirim, cidade fronteiriça onde a população jovem vive em permanente e real situação de vulnerabilidade social, se manifeste, divulgue esta barbárie, denuncie este crime nas redes sociais, nas igrejas e associações de bairros, ajudando, desta feita, nossos jovens a concluírem seus estudos.

Gente de OpiniãoSexta-feira, 19 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

O silêncio oficial sobre a violência doméstica em Rondônia

O silêncio oficial sobre a violência doméstica em Rondônia

É comum, no dia 8 de março, autoridades, políticos e dirigentes públicos destacarem a trajetória individual de uma ou outra figura do gênero feminin

O empate de Cabo Verde/Espanha que abalou Atlanta

O empate de Cabo Verde/Espanha que abalou Atlanta

A Alma feminina no Coração do Futebol masculino e o Aviso a Portugal a reflectir a LusofoniaO cronómetro do Mundial de Atlanta parecia ter engolido

Um dia de cão na ferrovia!

Um dia de cão na ferrovia!

A temperatura aqui em Porto Velho durante o meio do ano sempre foi alta e dizíamos até, no caso, que o mês de agosto era o mês do desgosto, coincide

Portugal e o nevoeiro europeu

Portugal e o nevoeiro europeu

Não pergunteis quando deixarão as elites de atraiçoar a alma portuguesa: os avisos de Camões, Garrett e Vieira perderam-se no tempo e o mar ainda

Gente de Opinião Sexta-feira, 19 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)