Domingo, 12 de junho de 2016 - 05h02
"É preciso que todos saibam que agredir o Direito do Trabalho e a Justiça do Trabalho é desproteger mais de 45 milhões de trabalhadores, vilipendiar cerca de dez milhões de desempregados, fechar os olhos para milhões de mutilados e revelar-se indiferente à população de trabalhadores e também de empregadores que acreditam na força da legislação trabalhista e em seu papel constitucional para o desenvolvimento do Brasil".
É, pois, hora de reagir, não podemos ficar aguardando que o Governo em exercício nomeie e demita Ministros, pois a crise e o desemprego agravam-se a cada minuto como reconhecido pelo Ministro da Fazenda a colocar a risco a própria democracia.
Afinal, como afirmava em 1891 o Papa Leão XIII:
“Do trabalho do homem nasce a riqueza das nações”.
E trabalho o homem não tem honra, alertava na década de 90 o compositor Gonzaguinha na voz do cantor Fagner. Portanto, o desmonte da Justiça do Trabalho e do Direito do Trabalho, como pretendem alguns, coloca em risco o sistema democrático e a honra daquele tem no trabalho o meio de subsistência.
É nesse quadro de grandes dificuldades que milhares de ações são ajuizadas na Justiça do Trabalho diariamente e mais que isso, por trabalhadores desempregados, sem que tenhamos condições de dá vazão a esse numero assustador de demandas porque tivemos de reduzir o horário de atendimento e da prática dos demais atos processuais como realização de audiências, em virtude dos inadmissíveis cortes no orçamento da num momento em que a bem da verdade precisa-se aumentar o atendimento.
É, pois, hora de reagir. Não podemos aguardar passivamente que a Justiça do Trabalho e o Direito do Trabalho sejam destruídos em consequência de uma crise para a qual não contribuíram.
[1]Desembargador do TRT da 24ª Região.
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