Terça-feira, 3 de abril de 2018 - 08h02

Por Fernando Brito, no Tijolaço - Os dados divulgados hoje pela Agência Nacional do Petróleo mostram algo que deveria ser motivo para a execração pública dos que pretendem entregar o petróleo do pré-sal, e o estão fazendo.
Lembra que em 2007 o Brasil, depois de 54 anos da criação da Petrobras, comemorava, finalmente, a autossuficiência brasileira na produção de petróleo?
Produziamos, então, 1,77 milhões de barris de óleo equivalente (soma de petróleo líquido com o gás natural) .
Hoje, só o pré-sal produz a mesma quantidade de petróleo e gás, 1,74 milhões de baris dia, o que representa 53,3% do total produzido no Brasil. Em dois anos, será 75% ou mais , quase toda a produção nacional, até porque a bacia de Campos, com mais de 50 anos de exploração, decai inexoravelmente.
E o campo de Libra, o maior de todos no pré-sal, ainda não entrou em produção. Franco, quase igual, também não.
No final de semana, foi embarcado o primeiro carregamento de petróleo do pré-sal que ficou com a União em função do contrato de partilha.
250 mil barris, um "nada", porque veio apenas do Campo de Mero, apenas o 20° maior campo produtor, produzindo apenas 16 mil barris diários , contra 850 mil por dia do Campo de Lula, 53 vezes mais.
A 65 dólares o barril, este "nada"representa US$ 16 milhões.
Calcule você mesmo quanto isso vale.
E chegue, com esta conta, a quanto não vale o saque que cometem este crime contra o Brasil.
Ah, sim, mas temos todos de prestar atenção num suposto triplex do Guarujá.
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