Quarta-feira, 25 de março de 2026 - 11h29

Após denúncia pela 2ª Promotoria de Justiça de Ouro Preto do Oeste, o
Poder Judiciário de Rondônia, por meio da 1ª Vara Criminal, condenou 14
(catorze) réus pela prática do crime de integração em organização criminosa, no
âmbito de ação penal ajuizada pelo Ministério Público do Estado de Rondônia
(MPRO).
A sentença reconheceu a atuação estruturada de uma facção criminosa de
alcance nacional, com ramificações nos municípios de Ouro Preto do Oeste e
Mirante da Serra, no período compreendido entre os anos de 2019 e 2023.
As condenações tiveram como base a Lei n. 12.850/2013, com
reconhecimento de majorantes pelo uso de armas de fogo e participação de
adolescentes na engrenagem da organização.
O juízo também reconheceu, em relação a parte dos condenados, o
exercício de funções de liderança, o que resultou em agravamento das penas,
sendo que um deles se encontra em penitenciária federal de segurança máxima em
decorrência da atuação das polícias e Promotorias de Justiça de Ouro Preto do
Oeste.
As penas aplicadas variaram conforme a participação individual de cada
réu:
* Maior pena: 18 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicialmente
fechado;
* Menor pena: 12 anos e 2 meses de reclusão, também em regime fechado.
Além das penas privativas de liberdade, todos os condenados receberam
penas de multa, fixadas proporcionalmente à condenação imposta.
Estrutura criminosa e atuação estatal
A sentença reconheceu que a organização criminosa possuía estrutura
hierarquizada, divisão de tarefas e estabilidade, atuando em atividades como
tráfico de drogas, uso sistemático de violência, imposição de regras internas,
além da utilização de armas de fogo e do recrutamento de adolescentes para a
prática de crimes.
Destaca-se que o trabalho investigativo da Polícia Civil e integrado com
a Polícia Militar foi essencial para a identificação, individualização das
condutas e responsabilização dos integrantes da organização criminosa.
Relatórios de inteligência, interceptações telefônicas, análises de dados,
apreensões e depoimentos de policiais foram decisivos para comprovar a
existência da facção, sua forma de atuação e o papel exercido por cada
envolvido.
A condenação é resultado também da atuação firme do Ministério Público
de Rondônia no enfrentamento ao crime organizado, reafirmando o compromisso
institucional com a defesa da ordem pública, da segurança da população e do
Estado Democrático de Direito, especialmente no combate a facções criminosas
que atuam no interior do estado.
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