Sexta-feira, 20 de março de 2026 - 11h15

O Ministério Público de Rondônia (MPRO), por intermédio do Grupo de
Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), obteve a condenação de
11 integrantes de uma organização criminosa envolvidos na onda de ataques
violentos contra ônibus escolares nos Distritos de União Bandeirantes e
Jaci-Paraná, ocorrida em janeiro de 2025.
A sentença, proferida pela 2ª Vara Criminal de Porto Velho neste mês de
março de 2026, reconheceu a prática dos crimes de organização criminosa armada,
incêndio e explosão majorados, todos qualificados pela gravidade das condutas e
pelo prejuízo causado à coletividade.
A ação penal é desdobramento de investigações que desarticularam um
núcleo operacional responsável por orquestrar ataques em janeiro de 2025, nas
localidades de União Bandeirantes e Jaci-Paraná, em meio a uma onda de outros
atentados praticados em Porto Velho e outras cidades de interior do Estado. Na
ocasião, o grupo criminoso, agindo sob diretrizes de uma facção com atuação
nacional, promoveu a destruição de 10 ônibus escolares mediante o uso de fogo e
artefatos explosivos.
A motivação dos crimes estava ligada à retaliação contra uma série de
ações de segurança pública contra a facção criminosa em Porto Velho, a uma
tentativa de desestabilizar a ordem pública e intimidar as autoridades
estaduais, prejudicando diretamente o transporte de estudantes e o acesso à
educação na região.
Na sentença, cinco réus foram condenados pela prática dos crimes de
integração de organização criminosa armada, explosão e incêndio majorados,
tendo sido aplicadas as penas de 22 anos, 3 meses e 10 dias de reclusão em
regime fechado para quatro deles e 20 anos e 20 dias de reclusão em regime
fechado para o quinto réu.
Além disso, também foram condenados outros seis réus pelo crime de
integração de organização criminosa armada, tendo sido aplicada pena de 6 anos
de reclusão em regime fechado para um deles e 4 anos e 6 meses de reclusão em
regime semiaberto para os demais.
A Operação Rescaldo foi deflagrada em abril de 2025, para cumprimento de
mandados de busca e apreensão e prisão preventiva, fruto de atuação conjunta
entre o Gaeco, a Polícia Civil, por meio da 10ª Delegacia de Nova Mutum, a
Força Integrada de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal (Ficco), a
Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado da Secretaria de Estado
de Segurança Pública (Fticco), contando ainda com o apoio da Polícia
Técnico-Científica (Politec), que prestou relevante trabalho na realização das
perícias nos veículos danificados ou destruídos e na extração dos dispositivos
eletrônicos arrecadados durante a investigação e cujas informações neles
gravadas contribuiu para a identificação dos infratores envolvidos naquela onda
de ataques.
Com esse resultado, o Ministério Público de Rondônia reafirma sua
atuação rigorosa no enfrentamento às organizações criminosas e na proteção do
patrimônio público. A instituição segue empenhada em garantir que atos de
terrorismo e vandalismo contra serviços essenciais não fiquem impunes,
assegurando a responsabilização integral de quem atenta contra a segurança e os
direitos da população rondoniense.
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