Quarta-feira, 10 de dezembro de 2025 - 13h51

O Colégio de Procuradores de Justiça do MPRO aprovou, nesta terça-feira
(9/12), em sessão realizada em Porto Velho, a criação de duas unidades
especializadas dentro da 2ª Procuradoria de Justiça. A medida foi adotada após
a constatação de que cerca de um em cada cinco processos analisados pelo órgão
trata de violência doméstica, crimes contra a dignidade sexual e delitos contra
crianças e adolescentes. A nova estrutura busca aprimorar a forma como esses
casos são estudados e acompanhados.
As duas unidades atuarão em temas distintos:
Violência de gênero e violência
doméstica contra a mulher
Essa frente vai se dedicar a casos que exigem cuidado, conhecimento
específico e resposta alinhada às diretrizes nacionais voltadas à proteção e
promoção dos direitos das mulheres.
Crimes sexuais contra crianças,
adolescentes e pessoas vulneráveis
Essa atuação envolve investigações e análises de situações que pedem
atenção e demandam elevado grau de especialização e observância dos princípios
da proteção integral e da prioridade absoluta.
Motivo da mudança
Um levantamento de 2024 mostrou que 20,26% dos processos da 2ª
Procuradoria tratam desses crimes. O volume e a complexidade dos casos levaram
à necessidade de uma estrutura própria, com foco exclusivo nesses temas.
Expectativas
A organização aprovada deve trazer avanços como:
• Atendimento mais cuidadoso às vítimas, em especial mulheres, crianças e
adolescentes.
• Análise mais rápida dos recursos e documentos que chegam ao órgão.
• Construção de entendimentos especializados nas Câmaras Criminais.
• Fortalecimento das ações institucionais voltadas ao enfrentamento da
violência de gênero.
• Atuação alinhada a protocolos nacionais, como o Protocolo para Julgamento com
Perspectiva de Gênero.
Papel institucional
A reorganização atende aos desafios enfrentados pela 2ª Procuradoria e
reforça o compromisso do Ministério Público de Rondônia com a defesa dos
direitos humanos. A medida segue orientações do Conselho Nacional do Ministério
Público e acompanha políticas voltadas à proteção das mulheres, crianças e
adolescentes.
A iniciativa está ligada ainda ao direito de proteção contra a
violência, especialmente para mulheres, crianças e adolescentes. Este direito
garante que todas as pessoas tenham segurança e apoio quando sofrem agressão
recebam atendimento adequado.
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