Sexta-feira, 15 de maio de 2026 - 11h02

Após recomendação do Ministério
Público Federal (MPF), a prefeitura de Alto Alegre dos Parecis (RO) implantou
medidas para melhoria do atendimento à saúde de seus moradores. Além de receber
a resposta oficial da prefeitura, o MPF promoveu, com apoio do Ministério
Público do Estado de Rondônia (MP/RO), diligências aos postos de saúde para
verificar se todas as medidas orientadas estavam sendo cumpridas.
A recomendação do MPF foi
enviada à prefeitura em junho e foi respondida em agosto de 2025, com
confirmação de que houve o acatamento das orientações nos postos de saúde do
município – unidades Bosco, Flor da Serra, Jardim América, Jardim Palmeira, P44
(zona rural) e Vista Alegre. Nas diligências aos locais, constatou-se que
estavam em funcionamento as seguintes medidas:
• Ponto eletrônico biométrico
dos médicos dos Programas Mais Médicos para o Brasil e Médicos Pelo Brasil que
atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS);
• Cartazes informativos aos
usuários sobre a escala dos profissionais de saúde, horários e tipos de
atendimento;
• Cartazes com contatos da
ouvidoria do município, informando sobre possibilidade de denúncia anônima;
• Cartazes sobre a possibilidade
de fornecimento de certidão de não prestação de atendimento, com informações
sobre local, data, horário e o motivo da falta de atendimento.
• Informações sobre local e
horário de atendimento dos médicos vinculados ao SUS estão disponibilizadas no portal da
transparência do município.
Com os resultados, o procurador
da República Thiago Fernandes de Figueiredo Carvalho determinou o arquivamento
do caso. “A adoção integral das medidas é uma vitória para os cidadãos e afasta
a fragilidade do controle de verbas públicas federais”, pontuou.
Falhas
no controle de ponto – A atuação do
MPF teve início após denúncias sobre o possível descumprimento de carga horária
por médicos dos programas Mais Médicos para o Brasil e Médicos pelo Brasil. As
investigações revelaram que o controle de frequência desses profissionais vinha
sendo realizado por meio de folhas de ponto manuais.
O MPF considera que esse método
é frágil e sujeito a fraudes. O órgão constatou, inclusive, a prática chamada
de “folha de ponto britânica”, com registros uniformes e invariáveis de
horários de entrada e saída, o que é inválido como prova de jornada trabalhada.
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