Segunda-feira, 13 de dezembro de 2021 - 09h52

O Ministério Público
de Rondônia, através da Promotoria de Justiça de Cacoal, obteve na última
sexta-feira a condenação de parte dos acusados na Operação Detalhe, realizada
em 2015 pelo MP e Polícia CiviI do Estado de Rondônia.
Em sentença de 138
laudas, proferida pelo juiz titular da primeira Vara Criminal de Cacoal,
Rogério Montai de Lima, dez (10) réus foram condenados por vários crimes cometidos
contra a Administração Pública do Município.
A chefe de gabinete
do então prefeito, M. I. de A. S., foi condenada a maior pena: 24 (vinte e
quatro) anos, 11(onze) meses e 8 (oito) dias em regime fechado. O ex-vereador
da cidade e presidente da Câmara, E. M., foi condenado a 23 (vinte e três)
anos, 10 (dez) meses e 15 (quinze) dias de reclusão, também em regime fechado.
Outro acusado foi o então Procurador-Geral do Município, J. C. R. dos R., com
condenação de 10 (dez) anos, 08 (oito) meses e 04 (quatro) dias de reclusão,
também em regime fechado.
Outros condenados em
regime semiaberto, por participação na Organização criminosa, com penas que
variam de 2(dois)anos a 7 (sete) anos foram: G. M. P., M. V. P., R. P., D. M. e
V. C. e M. W..M. H. S., empresário do ramo imobiliário, também foi condenado a
uma pena de reclusão de 08 (oito) meses em regime aberto, com pena reduzida em
2/3 em razão de acordo de colaboração premiada firmada como o Ministério
Público.
Três réus foram
absolvidos por falta de provas: Conrado Araújo, Clésia Cristina Araújo e
Polliana Aparecida Ribeiro.
Já os acusados A. T.,
R. P. S. e V. T. da S. tiveram a punibilidade extinta em razão de Acordo de Não
Persecução Penal, com multas revertidas para projetos sociais.
A investigação do
Ministério Público e da Polícia Civil que resultou na operação deflagrada em
2015, revelou um esquema de corrupção entre vários agentes públicos,
empresários, além de uma relação criminosa entre alguns vereadores, o então
presidente da Câmara Municipal, e a então Chefe de Gabinete do Prefeito. Entre
os crimes imputados aos integrantes da Organização Criminosa estão, corrupção
ativa, passiva, tráfico de influência e lavagem de capital.
Os agentes públicos
condenados também perderam o cargo ou função pública.
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