Segunda-feira, 4 de dezembro de 2023 - 13h15

O
Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Estado de Rondônia
(MP-RO) firmaram termo de ajustamento de conduta (TAC) com a empresa Santo
Antônio Energia e a Associação dos Produtores e Produtoras Rurais do Riacho
Azul (Asprazul) para assegurar medidas de reparação aos moradores do
Reassentamento Riacho Azul, em Porto Velho (RO). O TAC foi homologado pela
Justiça Federal na última terça-feira (28) e pôs fim a ação civil pública
proposta em 2016 pelo MPF e pelo MP-RO relacionada aos impactos à comunidade
pela construção e funcionamento da hidrelétrica de Santo Antônio.
No
TAC, a Santo Antônio Energia compromete-se a pagar aos reassentados do Riacho
Azul até R$ 35 mil por lote, para uso na reforma do imóvel em que residem. A
manifestação de interesse do morador no acordo deve ser feita até o fim de
dezembro de 2023, por meio da apresentação do Termo Individual de Adesão
Definitivo. Para efetivação do pagamento, entre outros requisitos, os
reassentados deverão assinar as escrituras públicas de doação com encargo dos
terrenos, já disponibilizadas em cartório pela empresa.
Além
disso, a Santo Antônio Energia se compromete a realizar o fortalecimento de
campanha de educação ambiental para solução da questão envolvendo a retirada de
lixo do Reassentamento Riacho Azul. A campanha será executada em conjunto com o
programa de educação ambiental estabelecido quando houve a emissão da Licença
de Operação da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio. Com atividades trimestrais,
a campanha terá duração de 12 meses a partir da homologação do termo de
compromisso.
Para
realização do acordo, a ação judicial em trâmite foi suspensa com o objetivo de
buscar solução consensual para os pedidos tratados na ação. Tanto a empresa
responsável pela hidrelétrica quanto os Ministérios Públicos e os
representantes dos moradores se mobilizaram para definir a melhor resolução em
benefício dos reassentados do Riacho Azul. Com a celebração do TAC, as partes
concordaram em extinguir a ação judicial. A fiscalização dos compromissos assumidos
ficará a cargo dos Ministérios Públicos, que devem tomar as providências legais
cabíveis sempre que necessário.
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