Quarta-feira, 10 de junho de 2026 - 14h20

O Ministério Público Federal (MPF) quer saber sobre casos
de assédio judicial contra jornalistas em Rondônia. O órgão enviou ofícios para
o Sindicato dos Jornalistas de Rondônia (Sinjor), o Tribunal de Justiça (TJ/RO)
e o Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO) com o objetivo de solicitar
dados sobre situações de pressão, intimidações, ameaças à liberdade de imprensa
e ações judiciais, além de saber se o estado está preparado para lidar com o
tema. O MPF pretende ainda realizar um encontro com representantes da imprensa
local para debater a questão.
Ao Sinjor, o MPF solicitou informações sobre casos de
assédio judicial, relatos de pressões e ameaças sofridas por profissionais da
imprensa no estado. Também foi orientado ao sindicato dar ampla publicidade
entre seus associados de que o MPF está recebendo comunicações sobre situações
de intimidação contra jornalistas, como pressões judiciais coordenadas, ameaças
ou múltiplos processos. O Sinjor tem 15 dias úteis para responder ao MPF.
Foram solicitadas informações ao TJ/RO sobre dados
estatísticos e levantamentos sobre ações de indenização por danos morais,
queixas-crime ou pedidos de direito de resposta repetitivos contra
profissionais da imprensa e comunicadores no estado, especialmente em casos onde
há padrões de uso abusivo da Justiça. Caso não haja registros, o MPF pede que o
tribunal esclareça se há mecanismos para identificar padrões de litigância
abusiva.
O MPF comunicou ao MPRO que está à disposição para
articulação e partilha de informações sobre inquéritos ou procedimentos que
envolvam a liberdade de expressão, a segurança de jornalistas e o direito à
informação em Rondônia.
“A liberdade de imprensa e de expressão e o direito à
informação fazem parte dos direitos básicos na Constituição Federal. Precisamos
mapear os problemas e saber se o poder público está preparado para lidar com
ameaças a esses direitos”, afirmou o procurador da República Raphael Bevilaqua.
A investigação em Rondônia foi motivada por uma notatécnica da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) do MPF, que
analisa o fenômeno do assédio judicial contra jornalistas e comunicadores,
compreendido como o uso abusivo do sistema de justiça com finalidade de
intimidar, silenciar ou restringir a atuação jornalística, especialmente em
temas de interesse público. Na nota técnica, a PFDC propõe diretrizes
institucionais voltadas à prevenção e ao enfrentamento dessas práticas, para
garantir a efetiva proteção das liberdades de expressão e de imprensa e o
direito à informação na ordem democrática.
Denuncie – Jornalistas, comunicadores, defensores de
direitos humanos e outros cidadãos podem encaminhar ao MPF informações sobre
situações de assédio judicial ou outros obstáculos à liberdade de imprensa
pelos seguintes meios:
MPF Serviços: aba “Atendimento/Denúncias” e “Fazer a sua
manifestação”.
Atendimento presencial: Rua José Camacho, 3307, Bairro Embratel, em Porto Velho – RO (atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 15h).
WhatsApp: (69) 99213-8739WhatsApp: (69) 99213-8739
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