Quinta-feira, 6 de novembro de 2025 - 16h37

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) obteve, nesta quarta-feira
(5/11), a condenação de um homem de 67 anos a 20 anos de reclusão por estupro
de vulnerável contra uma criança de 6 anos, em Cujubim. O réu utilizava doces e
presentes para atrair a vítima até sua residência, onde cometia os crimes.
O réu frequentava a
casa da família regularmente e levava presentes para a menina, como bombom,
chocolate, bolacha, melancia e laranja, além de outros itens, conquistando
gradualmente a confiança dos responsáveis.
A promotora de
Justiça Lucilla Soares Zanella, que atuou no caso, explicou que o caso revela
um padrão comum em crimes dessa natureza: “O criminoso se apresenta como pessoa
confiável e acima de qualquer suspeita”.
Conforme o depoimento
do padrasto da vítima, "no começo, o depoente e sua família tinham
confiança no réu, especialmente porque ele era da igreja, frequentava os cultos
e era visto como uma pessoa religiosa que falava versículos da Bíblia quando
chegava na casa deles".
"Esses
criminosos geralmente são pessoas próximas da família, que conquistam a
confiança dos responsáveis por meio de gestos aparentemente bondosos e de uma
reputação ilibada na comunidade. Eles se aproveitam dessa proximidade e
confiança para ter acesso facilitado às crianças", explicou a promotora
Lucilla Zanella, alertando sobre a necessidade de os pais ficarem atentos mesmo
com pessoas consideradas confiáveis.
Crimes continuados
O denunciado era vizinho da família. Na data do último crime, a vítima
aguardava sua irmã chegar em frente à residência quando o réu começou a
oferecer doces, induzindo-a a se aproximar. Ele a chamou para entrar em sua
casa e a levou para o quarto. Após o crime, a criança correu para casa e contou
o ocorrido. A mãe constatou sangramento e, desesperada, levou a filha para
atendimento hospitalar.
Direito protegido
O direito à dignidade
sexual e à proteção integral da criança e do adolescente é garantido pela
Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. O MPRO atua
na defesa desses direitos fundamentais, buscando a responsabilização de
agressores e a proteção de crianças e adolescentes contra todas as formas de
violência sexual.
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