Quarta-feira, 27 de maio de 2026 - 11h15

Operação coordenada
pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO) resultou, ao longo deste mês, na
prisão de 20 pessoas condenadas por violência sexual contra crianças e
adolescentes que, sentenciadas a penas elevadas, estavam foragidas da Justiça
em Porto Velho. A ação, conduzida a partir de um intenso trabalho
interinstitucional de inteligência investigativa, foi realizada como parte do
calendário da Campanha Maio Laranja, mobilização de enfrentamento e combate a
delitos dessa natureza.
A operação foi
coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado
(Gaeco) e contou com o apoio do Centro de Atividades Extrajudiciais (Caex);
Secretaria de Estado da Justiça (Sejus); Polícias Civil (PC); Militar (PM);
Rodoviária Federal (PRF) e Federal (PF).
De acordo com o
coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Anderson Batista de Oliveira, o
trabalho consistiu num esforço interinstitucional para dar cumprimento a
mandados de prisão que estavam em aberto contra réus sentenciados a penas a
serem cumpridas em regime fechado.
“Em geral, tratava-se
de pessoas que responderam aos processos em liberdade e se evadiram após o
julgamento. Realizamos diversas diligências, identificamos acusados que já
estavam mortos ou presos por outros delitos e montamos uma grande força-tarefa
para localizar esses réus”, disse.
Investigação - A
ação, conforme explicou o promotor de Justiça, apresentou caráter desafiador,
por se tratar de operação de captura de foragidos, pessoas cuja localização é
incerta, que têm como prática usar documentos falsos, morar em áreas afastadas
e adotar todo tipo de medidas para evitar o cumprimento desses mandados.
Assim, foi realizado
um trabalho minucioso de levantamento, comunicação de dados e pesquisa de
instituições com atribuições afetas ao tema. “O número de prisões,
aparentemente pequeno, ganha expressão se pensarmos na conduta delituosa desses
indivíduos, que agora estão fora das ruas”, afirma o coordenador do Gaeco, que,
ao avaliar o tempo dedicado aos trabalhos, contabilizou a média de uma prisão
por dia.
Para o Ouvidor-Geral
do MPRO, procurador de Justiça Carlos Grott, que idealizou o trabalho, a
operação demonstra a capacidade de mobilização das instituições no
enfrentamento da violência. “Foi uma ação valiosa, que terá impacto na
sociedade e na infância de muitas crianças”, destacou.A Operação Maio Laranja
foi desenvolvida como parte de campanha homônima, coordenada pela
Ouvidoria-Geral e contou com a parceria da Promotoria de Justiça da Infância.
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