Quarta-feira, 27 de abril de 2022 - 14h51

O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a
inconstitucionalidade de norma do Estado de Rondônia que criou cargos em
comissão no quadro de pessoal da Assembleia Legislativa do estado que não se
destinam a direção, chefia e assessoramento. A decisão unânime foi tomada no
julgamento de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 6963), ajuizada pela
Procuradoria-Geral da República (PGR), na sessão virtual encerrada em 20/4.
Concurso público
A Lei Complementar estadual 1.056/2020 criou, entre outros,
cargos em comissão de assistente técnico, assistente parlamentar, assistente
especial de gabinete, secretária de apoio, secretária de gabinete e assessor.
O Plenário seguiu o voto do relator, ministro Alexandre de
Moraes, no sentido de que a jurisprudência do STF rejeita qualquer burla à
exigência de concurso público. “A Constituição Federal é intransigente em
relação à imposição da efetividade do princípio constitucional do concurso
público, como regra, a todas as admissões da administração pública, vedando
expressamente tanto a ausência desse postulado quanto seu afastamento
fraudulento, por meio de qualquer artifício administrativo ou legislativo”,
afirmou.
Direção, chefia e
assessoramento
Ele lembrou, ainda, que no julgamento do Recurso Extraordinário
(RE) 1041210 (Tema 1.010), o Supremo reafirmou a jurisprudência de que a
criação de cargos em comissão somente se justifica para o exercício de funções
de direção, chefia e assessoramento, e não ao desempenho de atividades
burocráticas, técnicas ou operacionais. Segundo o ministro, os cargos previstos
na legislação de Rondônia não contemplam os requisitos constitucionais, pois se
destinam a tarefas de caráter eminentemente técnico e administrativo.
Terça-feira, 16 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
O Ministério Público (MP) Eleitoral ajuizou uma representação no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) contra 13 agentes públicos por sup

Uma releitura da figura da vítima em processos judiciais foi proposta durante o painel “Garantia da Tutela dos Direitos das Vítimas”, apresentado ne

TJRO lança projeto Pomar da Justiça para fortalecer sustentabilidade e aproximação com a comunidade
O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) lançou o projeto institucional “Pomar da Justiça – Frutíferas Nativas e Adaptadas nos Fóruns do TJRO e Fóru

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública para responsabilizar a empresa Metalmig Mineração, a Cooperativa dos Garimpeiro
Terça-feira, 16 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)