Terça-feira, 25 de novembro de 2025 - 15h52

O
Tribunal de Justiça de Rondônia instituiu, por meio do Ato Conjunto nº 19/2025
- PR-CGJ-CIJ, o Programa Entrega Protegida, iniciativa voltada ao atendimento
humanizado e seguro de gestantes ou parturientes que manifestam interesse em
entregar voluntariamente seu filho para adoção. A medida segue as diretrizes da
Resolução CNJ nº 485/2023, que prevê a estruturação de fluxos específicos, com
atuação intersetorial e garantia de direitos tanto da criança quanto dos
genitores.
O
Programa Entrega Protegida tem como objetivo assegurar que a mulher que deseja
entregar voluntariamente seu filho seja acolhida com respeito, sigilo e o
devido suporte psicológico, social e jurídico. O atendimento será feito por
equipes multiprofissionais capacitadas, com acompanhamento de perto pelas
unidades da infância e juventude do Poder Judiciário.
O ato
normativo estabelece os pontos principais do programa, incluindo a definição de
fluxos claros e sigilosos para o atendimento de gestantes, parturientes e
mulheres até 45 dias após o parto, com o apoio de equipes técnicas integradas
do Judiciário. Prevê o atendimento em espaço reservado, com registro sob
segredo de justiça, escuta qualificada e produção de relatório técnico para
subsidiar a atuação judicial, além da articulação com a rede de proteção
(saúde, assistência social e segurança pública) para garantir apoio integral à
mulher e à criança.
A juíza
Kerley Regina, Coordenadora Regional da Infância e Juventude (CIJ), explica que
o novo protocolo reforça o compromisso institucional com a proteção integral.
“O documento define as atribuições dos órgãos do TJRO envolvidos no atendimento
e busca assegurar, também, os direitos da criança, possibilitando sua
integração a uma família em ambiente de afeto e proteção”, destacou.
Próximos passos
A
implantação do Programa Entrega Protegida marca apenas o início de um processo
mais amplo de estruturação institucional. As ações englobam a padronização de
documentos e a criação de um manual técnico e cartilhas informativas para
diversos públicos, complementadas por campanhas de conscientização e formação
contínua de servidores(as) e magistrados(as). Além disso, o projeto foca na
articulação com a rede de proteção para alinhar protocolos, na estruturação de
um banco de dados para monitoramento e avaliação das atividades, e no
desenvolvimento de um canal online no site do TJRO, com informações claras e um
formulário anônimo para mulheres que buscam orientação.
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