Quarta-feira, 24 de novembro de 2010 - 16h22
Brasília / Maceió, 24/11/2010 – A Polícia Rodoviária Federal, em conjunto com o Ministério Público Estadual, a Secretaria de Fazenda, e a Justiça Estadual de Alagoas, concluiu às 14h desta quarta-feira (25) a Operação Leão de Fogo. Na ação, que envolveu 150 PRFs de 14 Estados, foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão e 15 pessoas acabaram presas.
Divididos em quarenta equipes, os PRF amanheceram em 12 munícipios alagoanos, como Arapiraca, Pilar, União dos Palmares, Atalaia, Barra de São Miguel, além de Maceió. Nestas localidades, empresários, caminhoneiros e funcionários de postos de abastecimento operavam um amplo esquema de sonegação fiscal e adulteração de combustíveis. De acordo com as investigações, os acusados fraudavam mais de 6 milhões de litros de álcool por ano. Em algumas situações, caminhões de combustível circulavam pelas rodovias com notas fiscais adulteradas, ou simplesmente fugiam da fiscalização.
“Transportadores de combustível entravam até cinco vezes em Alagoas, sempre apresentando a mesma nota fiscal. Em outros casos, cargas de álcool-combustível saíam das usinas de cana-de-açúcar com destino a fábricas de aguardente, mas eram desviadas para distribuidoras e postos de abastacimento”, afirma o inspetor Moisés Dionísio, chefe da Divisão de Combate ao Crime da PRF.
A sociedade teve papel decisivo para o início dos trabalhos que culminaram na ação desta quarta-feira. Após as operações Paracelso e Golfo Pérsico, realizadas pela PRF em 2008 e 2009, respectivamente, os telefones de contato da Polícia Rodoviária Federal em Alagoas passaram a receber denúncias frequentes sobre adulteração de combustível. A partir destas informações, a PRF providenciou o levamentamento de dados e solicitou apoio da Secretaria da Fazenda de Alagoas. Em dois anos de apuração, não só foi comprovado o teor das suspeitas como também a ousadia da quadrilha.
Empresários construíram verdadeiras fortalezas que garantiam a camuflagem da adulteração. Pátios de transbordo protegidos por muros de três metros de altura, casamatas para a proteção de vigilantes, tanques de combustível escondidos em terrenos de difícil acesso davam toque profissional ao esquema fraudulento. De acordo com a Secretaria de Fazenda de Alagoas, os cofres públicos podem ter perdido R$ 10 milhões mensais com a sonegação de impostos.
Os presos na Operação Leão de Fogo responderão por sonegação fiscal, falsificação de documentos públicos, formação de quadrilha e adulteração de combustíveis. Todos foram apresentados à Polícia Civil de Alagoas e agora ficam à disposição da justiça estadual.
Fonte: Departamento de Polícia Rodoviária Federal
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