Quinta-feira, 31 de outubro de 2013 - 14h25
A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado Federal aprovou, na manhã desta quinta-feira, requerimento do senador Acir Gurgacz (PDT-RO) para a realização de uma diligência na BR-319, no trecho que liga Porto Velho a Manaus. A diligência está marcada para o dia 25 de novembro e deve ter a participação de senadores, representantes do Ministério dos Transportes, Dnit, Ibama, e de entidades empresariais, agrícolas e associativistas de Rondônia e do Amazonas.
Conforme o senador Acir, o objetivo é verificar as atuais condições da BR- 319, acompanhar a execução dos serviços de licenciamento ambiental e de manutenção da rodovia, bem como as possibilidades de transporte de produtos agropecuários de Rondônia, mais especificamente de hortifrutigranjeiros, para o mercado consumidor de Manaus.
“Entendo que a reconstrução da BR-319 tem que ser encarada como uma questão de Estado, como assunto de interesse nacional e estratégico e de prioridade urgente-urgentíssima. Por isso, devemos empreender todas as forças para que isso ocorra o mais breve possível”, reforça Acir. A realização da diligência pela Comissão de Agricultura possivelmente terá a adesão também das Comissões de Meio Ambiente e de Infraestrutura.
HISTÓRICO - A BR-319 foi construída no final da década de 1960 e inaugurada em 1973, dentro do contexto de colonização da Amazônia. Hoje encontra-se praticamente intrafegável, já que está abandonada desde o início da década de 90. No eixo da rodovia vivem mais de 200 mil pessoas, em cidades como Humaitá, Lábrea, Carreiro Castanho, e nos distritos de Realidade, Igapó-açu, entre outros. Estas pessoas encontram dificuldades para buscar atendimento em saúde e para escoar a produção agrícola ou de produtos extraídos da floresta, bem como a produção de hortifrutigranjeiros de Rondônia.
Um trecho de 204 quilômetros na saída de Manaus, no Amazonas, e outro de 208 quilômetros na saída de Porto Velho, em Rondônia, foram recuperados e finalizados em 2010. A recuperação do trecho intermediário da BR-319, com a extensão de 405 quilômetros, no chamado de meião da floresta, foi embargado pelo IBAMA em 2009, mesmo com o projeto de restauração possuindo o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), executado pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM).
Desde então muitos estudos de impacto ambiental já foram feitos e refeitos. De acordo com o DNIT, mais R$ 78 milhões já gastos com estudos ambientais e intervenções a fim de mitigar prováveis impactos ambientais no entorno da rodovia.
Fonte: Ascom / Acir Gurgacz
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