Segunda-feira, 2 de outubro de 2023 - 13h17

Durante a
reunião da Comissão de Agropecuária e Política Rural da Assembleia Legislativa
de Rondônia (Alero), na última terça-feira (26), representantes de diversos
órgãos prestaram esclarecimentos cruciais sobre as medidas preventivas adotadas
para evitar a entrada do devastador fungo Moniliophthora roreri,
conhecido como monilíase, em território rondoniense. O pedido de ação
imediata foi feito pela deputada Cláudia de
Jesus (PT), preocupada com os prejuízos que essa praga
poderia causar aos produtores de cacau e cupuaçu em Rondônia.
"É
fundamental o diálogo com autoridades no assunto, comprometidas em enfrentar os
desafios que ameaçam o setor agrícola e a importância da cooperação entre
governo, produtores e instituições de pesquisa para garantir a saúde das
plantações e a prosperidade da agricultura em Rondônia", ressaltou a deputada.
A reunião
contou com a presença do presidente da Agência de Defesa Sanitária
Agrosilvopastoril de Rondônia (Idaron), Júlio César Rocha Pere, o secretário da
Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), Luiz Paulo e representantes da
Associação dos Pequenos Agrossilvicultores do Projeto Reca e da Cooperativa
Agropecuária e Florestal do Projeto Reca, e da Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária (Embrapa).
O
presidente da Idaron explicou que, um mês antes do alerta emitido pelo
Ministério da Agricultura sobre a ameaça da monilíase, o estado de Rondônia
tomou a iniciativa de fechar suas fronteiras para a entrada de frutas e
materiais propagativos de cacau e cupuaçu. Essa medida foi baseada nas
informações sobre a situação no estado vizinho, o Acre.
Julio
Cesar enfatizou a importância das ações de proteção empreendidas pela defesa
sanitária, destacando o papel central desempenhado por essa agência na preservação
do patrimônio agrícola do estado e na promoção do bem-estar da população. Ele
ressaltou que, embora a defesa sanitária possa ser vista como um obstáculo em
algumas situações, é fundamental compreender o protagonismo e a diligência com
que a agência trabalha para proteger os interesses do estado.
O gerente
de Defesa Vegetal da Idaron, Jessé de Oliveira, esclareceu que medidas de
prevenção, como a fiscalização rigorosa do trânsito de hospedeiros da
monilíase, inspeções regulares em propriedades agrícolas e programas de
educação sanitária, já vêm sendo implementadas desde 2013. Essas ações foram
reforçadas após a detecção da praga no Acre, visando a impedir sua disseminação
para Rondônia.
A Ameaça
da Monilíase
A
monilíase é uma doença altamente destrutiva que afeta as plantações de cacau e
cupuaçu, causando sérios danos à produção e à economia local. Portanto, as
medidas proativas adotadas pelo estado de Rondônia, em colaboração com diversas
instituições, são fundamentais para proteger a agricultura e preservar a
segurança alimentar da população.
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