Terça-feira, 17 de maio de 2011 - 14h06
Numa iniciativa inédita no estado, a Associação Rondoniense de Municípios – AROM lançou a “Campanha de Combate ao Crack”, envolvendo o poder público, a sociedade civil organizada e a população em geral. Trata-se de uma batalha para evitar a proliferação da droga nos municípios. Nesta semana, o presidente da entidade, prefeito Laerte Gomes, determinou a realização de um levantamento junto às secretarias municipais de saúde, para apontar o número de usuários e elaborar um plano de enfrentamento. Laerte acredita que uma maior divulgação e esclarecimento dos riscos e malefícios que essa droga traz, fará com que a população tome conhecimento real do inimigo crescente que ela se tornou na sociedade.
A meta inicial da AROM é estimular debates envolvendo a sociedade nos municípios, inclusive desenvolvendo ações pedagógicos nas escolas e capacitando os agentes de saúde para fazer um trabalho preventivo junto às famílias. Para Laerte, a conscientização dos cidadãos sobre os sintomas destrutivos do Crack deve ser ampliada pelos municípios. Ele alerta que a química se alastra em ritmo acelerado e não deve ser considerada apenas como alucinógeno típico de grandes centros urbanos, por já ter atingido até as comunidades rurais.
A realidade preocupa os prefeitos. Para se ter uma ideia, no município de Porto Velho, um mapeamento do Caps revela que até maio de 2010, mais de 1.300 pessoas faziam uso de substâncias psicoativas. De acordo com a coordenadora de saúde mental da Secretaria Municipal de Saúde, Francisca Nery, esse número dobrou num período de um ano. Ela informou que, até o fim deste mês de maio, o órgão divulgará novos dados sobre o cenário.
O presidente da AROM informa que a associação incentiva a todas as prefeituras a iniciarem os trabalhos de combate à droga em Rondônia. Na visão do gestor, os municípios são o ente que mais sofre as consequências do vício. Isso porque, “são as prefeituras que acabam tendo de prestar os serviços de saúde e é na ponta, nos municípios, que se encontram as famílias com usuários com sintomas psíquicos e físicos que são, em sua maioria, irreversíveis”, disse Laerte.
fonte: Ascom
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