Sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012 - 16h37
A cruzada empreendida pelo ex-governador Ivo Cassol em rádios, TVs, jornais e sites de ponta a ponta do estado contra o financiamento oferecido pelo governo federal, via BNDES, ao governo de Rondônia está sendo interpretada pelo governador Confúcio Moura como uma antecipação do processo eleitoral de 2014. Preocupado com os bons
resultados do Programa Integrado de Desenvolvimento e Inclusão Socioeconômica (Pidise), que deverá ser votado pela Assembléia Legislativa na próxima quarta-feira (15) e que promete, segundo Confúcio Moura, “fazer 15 anos em três anos”, o ex-governador Cassol tem dedicado sua agenda nos últimos dias exclusivamente a tentativa de desqualificar o programa.
Na manhã desta sexta-feira, ao inaugurar mais uma agência do Banco do Povo, desta vez em Alvorada do Oeste, o governador falou sobre os investimentos que serão feitos por intermédio do programa nas áreas da educação, segurança, produção e transportes e conclamou a população a “fazer a defesa do estado de Rondônia e não deixar que a maledicência e a mentira prevaleçam”. O financiamento que está sendo oferecido pelo governo federal é no valor de R$ 480 milhões, mais R$ 70 milhões de contrapartida da receita própria estadual. O prazo de pagamento é de oito anos, podendo ser estendido, com dois anos de carência.
O governador lembrou que ao assumir o governo foi surpreendido com uma dívida de R$ 170 milhões deixada pelo governo anterior junto aos fornecedores, sem que houvesse dinheiro em caixa e previsão orçamentária para efetuar os pagamentos. Ao invés de dar calote, o governo chamou os credores, parcelou as dívidas e em um ano pagou R$ 150 milhões das dívidas, repassou mais R$ 60 milhões aos Poderes e ainda pagou R$ 5 milhões em precatórios, num total de R$ 215 milhões que não estavam previstos no orçamento.
“Com as contas devidamente equilibras, com o Estado ajustado, por que não podemos fazer este financiamento? Fosse assim, Juscelino Kubitscheck não abriria o país, não haveria Mato Grosso, Rondônia, parte do Tocantins. Juscelino teve coragem, contraiu financiamentos e apontou o Brasil para os rumos do interior. O Brasil não é só São Paulo, Rio de Janeiro e praias”, observou.
A mesma seriedade com que trata seus negócios na vida privada, Confúcio Moura disse que dedica a administração pública. “Não devo nada a ninguém, não dou cheques sem fundos e não ponho o chapéu onde a mão não alcança. As críticas do ex-governador ao financiamento têm como pano de fundo as eleições de 2014. Está puxando o processo eleitoral muito cedo. Eu nunca vi um homem de bem, ético, fazer críticas tão infundadas. Ao ex-governador cabe o silêncio e desejar o bem, não amaldiçoar e maldizer um programa que permitirá que façamos 15 anos em três. Este é o tempo, vamos fazer agora, Rondônia não pode esperar”, conclamou, numa reprimenda pública ao ex-governador.
Segundo o governador Confúcio Moura, Rondônia continua em sua rota de crescimento. “No ano passado, enquanto a média nacional de crescimento foi de 3%, a nossa taxa foi de 7,3%. Então, por que fazer um governo tímido se nossa Rondônia é ousada”, questionou Moura, acrescentando que “a timidez é para os fracos e farsantes”.
Buraco zero
Durante seu discurso o governador anunciou um projeto piloto que será testado na rodovia que está sendo feita, ligando Alvorada a Ouro Preto. Trata-se do programa ‘Buraco Zero’. O governador disse que por meio do programa, serão criadas equipes que ficarão permanentemente fazendo a manutenção das rodovias.
Juro Zero
Confúcio Moura anunciou também um outro programa de juro zero para empréstimos ao pequeno produtor rural. Um deles, será lançado no dia 3 de março, com a presença do ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, que é denominado de Tecnologia no Campo, programa pelo qual o pequeno produtor rural poderá adquirir seu trator com implementos agrícolas, sob condições especiais, como juro zero. O projeto está na Assembléia Legislativa para apreciação pelos deputados.
Moura disse que também serão criados os programas Pronaf Mulher e Pronaf Jovem, ambos também com juros subsidiados para a mulher e o jovem que queira produzir no campo.
Fonte: Decom
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