Quarta-feira, 20 de junho de 2018 - 09h10
Com o objetivo de conhecer novos estudos e experiências que estão sendo desenvolvidas no campo da tecnologia do DNA Forense, que impactarão na otimização dos resultados de perícias na área da genética forense, consequentemente, na confecção de provas mais contundentes no processo investigativo, o diretor do Instituto de DNA Criminal (Idnac) da Superintendência de Polícia Técnico-Científica (Politec) de Rondônia, Adayrton Fortunato, participou de 11 a 15 deste mês do Curso Avançado em Análise Genética de Amostras Complexas STRs e DNA Mitocondrial, na sede da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), em Fortaleza. O evento realizado em parceria com a Academia Estadual de Segurança Pública (Aesp) reuniu cerca de 60 peritos de 15 estados brasileiros (Rondônia, Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Santa Catarina).
Para o representante de Rondônia, o curso foi importante não só para o Idnac, mas para toda a Politec, considerando que por meio do conhecimento adquirido será possível implantar novas metodologias de análise e interpretação dos resultados de exames atualmente realizados no estado. “Esse aprimoramento representará um aumento da eficiência e eficácia, principalmente dos exames que envolvem misturas complexas de perfis genéticos, em que é necessário separar e individualizar cada perfil genético que compõe a mistura.
As misturas complexas são comuns em vestígios arrecadados pelos peritos criminais nos locais de crime, quer seja pela participação de mais de um autor, quer seja pela interferência de terceiros, devido a um isolamento e preservação ineficientes”, disse, completando que isso permitirá apresentar resultados que antes não eram possíveis com as metodologias convencionais, impactando diretamente no esclarecimento de crimes e na robustez da prova apresentada ao Poder Judiciário. “Representa não só um grande avanço na qualidade dos exames realizados, como um também na própria persecução penal no âmbito do Estado de Rondônia, visto que a prova produzida é um dos elementos utilizados pelo juízo para formar a sua convicção ao decidir pela condenação ou absolvição do réu”, reforçou.
O curso foi ministrado pelos peritos especializados: Jorge Freitas, bacharel em bioquímica, mestre e doutor em bioquímica e imunologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que atua desde 2006 com genética forense e desde 2009 como perito criminal federal no Instituto Nacional de Criminalística em Brasília; e Silvana Magna Cavalcante do Monte, bióloga, mestre em genética pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), doutoranda em genética e genômica humana pela Universidade de Granada (Espanha), perita criminal classe especial do Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB), responsável pelas análises de DNA mitocondrial e gestão da qualidade no Laboratório de DNA do IPC-PB, membro da Comissão de Qualidade da Rede Integrada de Banco de Perfis Genéticos e coordenadora do Programa Internacional DNA-Prokids na Paraíba.
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