Quarta-feira, 16 de março de 2016 - 07h22
A dragagem e a segurança da navegação no Rio Madeira foram temas da reunião "Café Hidroviário", ontem, terça-feira (15), em Brasília. O Sindarma e órgãos do setor de transportes participaram do encontro. Na ocasião, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) divulgou que um edital para contratação da empresa responsável pela realização da dragagem do Rio Madeira será lançado em breve.
Segundo o diretor-geral do Dnit, Valter Casimiro, está prestes a sair o edital da dragagem do principal corredor de navegação fluvial e de escoamento de cargas da Região Norte. "Desta vez será contratado para cinco anos, assim diminuímos o impacto burocrático de ter de aprovar todo ano", afirmou Valter Casimiro.
O 2º vice-presidente do Sindarma, Dodó Carvalho, representou a entidade amazonense na reunião e comemorou o anúncio do Dnit para o serviço de dragagem, que é considerado essencial para segurança da navegação no Rio Madeira.
"Uma medida muito positiva uma vez que será um edital que vai permitir uma dragagem de cinco anos. O fato de ser uma dragagem de cinco anos será possível a empresa ganhadora fazer uma melhor programação de trabalho, pois a janela hidrológica do Rio Madeira é muito curta. A empresa que ganhar vai ter como fazer um planejamento melhor", avaliou Carvalho.
O Sindarma levou para a reunião problemas que tem afetado o transporte fluvial na região, dentre eles: a necessidade de mais investimentos federais, dragagens, sinalização náutica, formação de fluviários e os riscos gerados pelo grande número de troncos no Rio Madeira.
Ainda para solucionar o problema da grande quantidade de troncos nas águas do Madeira, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) solicitará uma reunião com o Ibama, Marinha do Brasil, Dnit, Agência Nacional de Águas (Ana), Ministério dos Transportes, entre outros, para tratar do despejo de toras de madeira nas águas realizado pela empresa operadora da Usina de Santo Antônio. A presença das centenas de dragas do garimpo ilegal de ouro que atuam no rio também será alvo de discussão.
"Agora precisamos atuar junto a Ana, Ibama, Marinha e Antaq uma solução para os troncos que são represados nos lagos das hidrelétricas e soltos de uma única vez causando um risco a navegação", comentou Dodó Carvalho.
A reunião ocorreu na sede do Dnit e reuniu representantes da Antaq, do Ministério dos Transportes, da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), da Federação Nacional das Empresas de Navegação Aquaviária (Fenavega) e do Movimento Pró-Logística.
Fonte: Sindarma
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