Quinta-feira, 23 de março de 2017 - 16h09
“Se o servidor público municipal desconta todo mês em sua folha de pagamento a parte que lhe cabe no setor da assistência médica e previdência municipal porque o IPAM está em débito com seus credores?”. Esse foi o questionamento feito pelo presidente do Conselho Estadual de Saúde Raimundo Nonato da CUT sobre a atual situação do Instituto de Previdência do Servidor Público Municipal (IPAM) após receber uma série de denúncias de servidores municipais estatutários. 
Raimundo Nonato da CUT é candidato a Coordenador de Previdência do IPAM na eleição que acontece dia 26 de abril e uma de suas principais propostas é justamente a propositura de uma auditoria nacional nos fundos previdenciário e assistência médica do servidor. Segundo ele, o problema do IPAM é a falta de fiscalização das pessoas que deveriam cumprir seu papel. “Quero fazer um compromisso com o servidor municipal e resgatar a transparência da instituição”, comentou.
Conhecedor da pasta das políticas previdenciárias, Raimundo Nonato da CUT já foi membro do Conselho Previdenciário do IPAM e uma delas, foi presidente do Conselho Deliberativo. Para ele, a situação do IPAM atualmente é bem mais deficitária que há 10 anos. “Quando fui presidente do Conselho Deliberativo, o IPAM passava por situação parecida: muitas dívidas, descrédito da instituição e temor dos servidores. Foi quando resolvi solicitar uma auditoria nacional nas contas do Instituto no Fundo de Previdência”, comentou.
Segundo Raimundo, naquele momento, a auditoria descobriu um rombo no Fundo de Previdência, no valor aproximado de R$ 67 milhões. “A auditoria que eu solicitei apurou que a Câmara Municipal e a Prefeitura possuíam uma dívida milionária com o fundo. Essa dívida foi negociada e parcelada. Essa denúncia eu fiz nacionalmente ao ministro da Previdência da época, José Pimentel, hoje senador da República pelo Ceará”, relembrou. E questionou: “Será que a Prefeitura está cumprindo esse acordo? É o que vamos ver quando assumir”.
Raimundo Nonato fez questão de relembrar do assunto porque muitos dos novos servidores não têm conhecimento da real situação em que se encontra o IPAM, principalmente na Assistência Médica. “Não fosse pela cobrança dessa dívida há 10 anos, acho que o IPAM não teria resistido. Era um calote milionário de quase 13 anos de administrações que faziam a retenção das contribuições e não as repassavam para os fundos. Eu temo que a situação atual do IPAM seja idêntica à de 10 anos atrás”, disse Raimundo Nonato da CUT.
Resgatar o IPAM e garantir os direitos dos servidores e seus dependentes é uma questão de compromisso. Raimundo Nonato da CUT vai para a disputa com o número 12. A gestão sempre será mais eficiente com uma fiscalização séria.
Fonte: Marcos Santana
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