Terça-feira, 21 de julho de 2015 - 20h11
PORTO VELHO - RO - Membros da Comissão Parlamentar de Inquérito criada para averiguar possíveis irregularidades na contratação dos shows da Banda Cidade Negra e do Cantor Alceu Valença, reuniram-se na manhã desta terça-feira (21), para decidir quais os passos a serem tomados doravante.
Entre as decisões da CPI tomadas nessa reunião, está o pedido de exame grafotécnico nas assinaturas do contrato da empresa AC de Almeida de Manaus.
Em diligência na capital do Amazonas, detectou-se que no local onde deveria funcionar a empresa, existe ironicamente, uma lavanderia há doze anos.
Na oitiva de Marcos Nobre, presidente da FUNCULTURAL,os membros da comissão ficaram sabendo que o tal Alexandre, citado nos depoimentos, nunca teria vindo a Porto Velho e o contrato público teria sido assinado em Manaus via e-mail e todo o serviço na capital foi realizado pela empresa RGR PROCUÇÕES E EVENTOS.
Para agravar ainda mais a situação, não havia um servidor público acompanhando a assinatura do documento público.
A suspeição é valida e deve esclarecer que é de fato Alexandre que é considerado “com localização incerta e não sabida”. Mesmo com recomendação de 'não pagar' por parte da CGM - Controladoria Geral do Municipio, Marcos Nobre teria mandado pagar.
Também foi deliberada novas oitivas: Entre as convocadas, estão a empresa RGR produções, a CRIAL de Rio Branco, e do procurador geral do município, Mirto Moraes.
A empresária Glaucia Lamego, da Beco Produções, teve seu pedido deferido e será ouvida em separado, sem a presença de público e muito menos da Imprensa.
O depoimento da empresária que também é acadêmica de Medicina, pode ser revelador. Ela foi a responsável pelo show da Banda Cidade Negra, não recebeu a segunda parcela no valor de R$ 144.500,00, não "chiou" e teria muito a esclarecer, acham os membros da comissão.
A jovem será ouvida ás 10hs desta quarta-feira (22) na sala de comissões da CMPV.
Também foi decidido que será solicitado o processo de contratação da banda Calipso, que se apresentou durante o reveillon, show este também alvo de investigação da Policia Federal na operação Murídeos.
Já se sabe que o ‘empresário’ que recebeu os recursos para realização da Calipso, é funcionário da Funcultural, lotado no Mercado Cultural.
A CPI dos Shows, tem como presidente, o vereador José Wildes (PT) e o relator Everaldo Fogaça (PTB), e ainda, os vereadores Edmilson Lemos, Fatinha (PT), Eduardo Rodrigues, Alan Queiroz, Claudio da Padaria, Jair Montes e Edwilson Negreiros.
Fonte: Ascom da Câmara com informações do site Rondoniaovivo
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