Terça-feira, 12 de abril de 2016 - 22h32
Preocupado com o alto índice de desemprego no segmento da construção civil em Rondônia e a ociosidade de empresas de todos os tamanhos, o presidente da Federação das Indústrias de Rondônia, Marcelo Thomé, propôs ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Maurão de Carvalho, a criação de uma Comissão Permanente para realizar levantamento das obras paralisadas no Estado.
Após este levantamento, Marcelo Thomé sugere a união de esforços entre o Governo do Estado, Assembleia Legislativa, bancada federal, Tribunal de Contas da União (TCU) Tribunal de Contas do Estado (TCE), Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público Estadual (MP-RO), entidades empresariais e trabalhadores, visando encontrar soluções para estes problemas. “Nossa proposta é de que a Assembleia através de um de suas Comissões Permanentes faça o levantamento das obras paralisadas. A partir da identificação dos motivos de suspensão das obras, teremos como trabalhar em conjunto na busca de soluções”, observa Thomé.
A paralisia da construção civil somado ao índice alto de desemprego no setor já está gerando problemas sociais. O setor da construção civil em Rondônia registrou nos primeiros meses de 2016, o fechamento de mais de dois mil postos de trabalhos. “As medidas que sugerimos vem ao encontro da solução destes problemas e reitero a necessidade do esforço comum para alcançarmos estes objetivos” afirmou o presidente.
De acordo com o presidente da Fiero, a partir do início da construção de uma rodovia, um viaduto, uma ponte, um porto, você instala ali um ambiente de negócios e possibilidades, porque a comunidade em si, que é impactada fisicamente, começa a construir seu horizonte e alimentar perspectivas de emprego e renda. “Se a obra é paralisada, há ônus, que impacta a vida da comunidade em seu entorno, dos trabalhadores e das empresas”.
Outro ponto levantado por Thomé é que a obra pública iniciada e não concluída causa, no mínimo, duplo prejuízo, pois além de não alcançar seu fim social, seu custo, para conclusão, aumenta substancialmente. “Neste momento de crise econômica, com tantas empresas desativadas ou com capacidade ociosa, a retomada das obras paralisadas, além de proporcionar desenvolvimento, trará enorme contribuição à nossa economia, por meio da movimentação de dezenas de empresas de médio e pequeno porte e da geração de centenas de postos de trabalho, tão necessários neste momento”, ressaltou.
De acordo com dados do Tribunal de Contas da União os principais motivos para paralisação de obras no país, estão relacionadas a falta de justificativa (31%); problemas no projeto (27%) e pendências administrativas (19%).
Fonte: Fiero
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