Segunda-feira, 14 de setembro de 2009 - 22h10
Agora no PDT, Roberto Kuppê diz que só se candidata se corruptos tiverem mandato cassado em definitivo
Sem partido político há mais de um ano, o empresário e jornalista Roberto Kuppê esteve em Porto Velho no último final de semana e decidiu optar pelo Partido Democrata dos Trabalhadores para, supostamente, se candidatar a um cargo eletivo no próximo ano.
Sua filiação ao PDT aconteceu na manhã do sábado, em uma concorrida solenidade promovida na Câmara Municipal de Porto Velho.
O jornalista, natural de Guajará-Mirim e que vem promovendo uma jornada de ações sociais em prol das famílias carentes desde o final de outubro de 2007 disse que optou pelo PDT porque se identificou com a ideologia do partido, que em Rondônia é presidido pelo empresário e amigo Acir Gurgacz, pré-candidato ao Governo em 2010.
Kuppê também assinala que tem afinidade com o PDT desde 1989, quando votou pela primeira vez para presidente da República em Leonel Brizola. “Este partido representa independência, coerência e compromisso com a população de Rondônia. Acredito que o PDT será um partido vitorioso em 2010 elegendo governador, senador e vários deputados federais”, detalhou RK.
O convite para ingressar no PDT veio desde 2007, formulado pelo próprio Acir Gurgacz e referendado por Ruy Motta, secretário executivo do partido.
Embora fale em uma boa perspectiva para os militantes pedetistas nas próximas eleições, Kuppê avisa que ainda não se decidiu se vai se candidatar para algum cargo, especialmente porque ainda mantém uma postura de luta incondicional contra a corrupção eleitoral. Para ele, não basta o candidato ser uma liderança, ter empatia com os eleitores, ter condições de fazer uma campanha limpa e lutar pela ética quando, na maioria das vezes, alguns candidatos “pilantras” acabam vencendo a eleição através do abuso do poder econômico e a malfadada compra de votos.
“Sou um dos militantes da campanha Ficha Limpa, que trata do impedimento para participação de processo eleitoral imposto às pessoas que possuem alguma pendência na justiça ou que já foram condenadas em primeira instancia. Será difícil optar por uma candidatura limpa diante da impunidade. Se prevalecer a lei da compra de votos para se eleger, tô fora. Se o governador do Estado de Rondônia, Ivo Cassol (PP) e o senador Expedito Júnior (PR), ambos acusados de compra de voto, permanecerem nos seus respectivos cargos após serem cassados, eu não saio candidato a nada por entender que não vai adiantar disputar enfrentando compradores de votos”, dispara.
Fonte: Rondineli Gonzalez
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