Quarta-feira, 13 de abril de 2016 - 15h07
Durante fala de lideranças, o deputado Adelino Follador (DEM) cobrou atuações do DER para auxiliar os municípios ressaltando melhorias em estradas e pontes, mas priorizou os problemas políticos que afetam a credibilidade e a instabilidade do governo brasileiro.
Em referência ao momento em que passa o país, destacou o trabalho na comissão de ética do deputado federal Marcos Rogério (DEM) e também da deputada Mariana Carvalho (PSDB).
Falou do problema da corrupção existente em toda estrutura do governo. Disse que foi por doze anos prefeito e era responsável pelos seus assessores e que em caso de denúncia ou suspeita de algo errado era aberta sindicância para apurar os fatos. “Nunca vi em momento algum a presidente tomar uma atitude igual a esta, ao contrário, sempre se negou e defendia os acusados de corrupção”.
Disse que o seu partido expulsou o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda por corrupção. “É preciso dar exemplo, assim você prova que não tem envolvimento com esquemas”.
Falou da série de denúncias pela qual passou o governo, acusações de desvios da Petrobras, compra de empresas superfaturadas, desvios de recursos públicos destinados para obras, pedaladas fiscais, enganações durante o período eleitoral, com reduções de impostos e contas de energia, “totalmente demagógica e de enganação do povo”.
Finalizou ressaltando que é preciso que se faça alguma coisa. “Assim como está não pode ficar. O Brasil vive uma crise moral e precisamos salvar nosso país”.
Aparte
O deputado Lazinho da Fetagro (PT) disse que em momento algum afirmou ser contra prender e punir quem deva. Uma das primeiras ações dos governos do PT foi dar liberdade para a polícia investigar tudo e todos, mas que, no entanto, a mídia não dá o devido espaço para os dois lados.
Citou como exemplo o caso do ex-ministro Antonio Palocci, que foi afastado por suspeita de corrupção e foi execrado pela mídia, em especial a Rede Globo, e que ao ser inocentado, ninguém falou nada. “O que não pode é querer tirar um governo legítimo, de forma ilegítima”.
Laerte Gomes (PSDB) ressaltou que o tema é centro das atenções em todas as conversas pelo país, mas o governo federal está perdido com tantas denúncias e ingovernável, ressaltou. Por onde se anda, disse, se vê empresas demitindo ou fechando as portas. “Não dá mais. O Brasil está vivendo uma crise séria de credibilidade”.
Cleiton Roque (PSB) disse que a corrupção está em todos os setores políticos e que a saída mais honrosa seria a renúncia coletiva da presidente e do vice. “Estiveram juntos este tempo todo e agora ele quer posar de santinho”?
Fonte: G.Berno
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