Sábado, 7 de julho de 2018 - 05h50

Ao participar de evento que reuniu técnicos e funcionários da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), esta semana em Ouro Preto do Oeste, o deputado Adelino Follador (DEM) defendeu a imediata transferência, ou retorno, da gerência do Fundo de Investimento e Apoio ao Programa de Desenvolvimento da Pecuária Leiteira (Proleite) à empresa, afim de que ela possa melhor utilizar os recursos nele previstos para fomentar e incentivar a produção leiteira rondoniense.
O deputado que é técnico em agropecuária com especialização na Suíça e também produtor rural disse que a estimativa de produção de leite atualmente em Rondônia é de cerca de 2 milhões de litros leite diários, resultante da ordenha de 480 mil vacas de um plantel leiteiro de 3,5 milhões de cabeças, segundo dados do Governo de Rondônia, que por esses números calcula uma produção anual de 750 a 800 milhões de litros de leite.
Para Follador a Secretaria da Agricultura trabalhou bastante na execução do programa, mas certamente esses números poderiam ser ainda melhores se a Emater estivesse no comando dessas ações. Segundo ele, a empresa tem toda a experiência e as condições operacionais, tecnológicas e técnicas para execução das políticas e ações do Proleite.
Os recursos do fundo têm a direção da melhoria da qualidade e aumento da produção de leite, o que feito com investimentos em melhoramento genético – inseminação de matrizes leiteiras e fertilização in vitro -, e na e melhoria e manejo de pastagens, e outras atividades que, segundo ele, já são da alçada e responsabilidade da Emater, o que não justifica o atual imbróglio burocrático na gerência dos recursos do fundo.
“Por esse motivo defendo o retorno da gerência do Proleite à Emater”, disse Adelino Follador, destacando em consequência a necessária transferência do saldo do fundo para tornar possível sua execução.
BUROCRACIA DA IDARON
Citando as disposições do Decreto nº 9.094/17, da Presidência da República, o deputado criticou a falta de conhecimento e bom senso de alguns servidores da Idaron, que insistem em maltratar e prejudicar aos produtores, com atendimento ruim e marcado pelo atraso e pela burocracia exagerada de seus procedimentos.
Segundo Follador, em total desrespeito à lei, ali é exigido do produtor a apresentação da documentação original e cópia desta autenticada em cartório, para que seja recebida e anexada a qualquer pedido ou requerimento do interessado, quando bastava, por força da lei, que o servidor confirmasse autenticidade com a afixação do carinho “confere com o original”, como ocorre no Judiciário e em praticamente todos os órgãos. “Vou levar esta situação ao presidente Anselmo de Jesus, da Idaron, para que tome as medidas necessárias”.
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