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Política

Governador Ivo Cassol concede entrevista coletiva sobre a vitória no TSE



Na manhã desta quarta-feira, dia 17, o governador Ivo Cassol acompanhado pelo presidente da Assembléia Legislativa, Neodi Oliveira, pelo deputado estadual Tiziu Jidalias, e pelo secretário João Carlos, concedeu uma entrevista coletiva sobre o resultado do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em que o governador Ivo Cassol e o vice-governador João Cahulla foram absolvidos por 4 votos a 2, das acusações de captação ilícita de sufrágio.

Durante a coletiva, o governador agradeceu o apoio da população, que sempre acreditou no trabalho sério que vem desenvolvendo durante estes quase oito anos de mandato. “Ficou provado, mais uma vez, que sou inocente, que não participei de esquema nenhum. Fiquei numa situação difícil porque o povo de fora me via como era colocado na mídia nacional, mas agradeço porque sei que a população de Rondônia me apoiou e confia no meu trabalho e do meu vice João Cahulla”, agradeceu Cassol.

Questionado sobre temer a perda do mandato enquanto tramitava o processo, Cassol foi enfático e afirmou que nunca teve medo de ser cassado, pois estava com a consciência limpa de que nunca havia participado de esquemas de compra de votos. “Eu sempre estive tranqüilo, nunca temi pelo meu mandato. O transtorno foi o tempo que perdi com esse processo. Eu e o Cahulla nunca usamos a estrutura do governo para conseguir benefícios próprios. Continuamos nosso trabalho e vamos trabalhar ainda mais para contribuir com o progresso do nosso Estado”, afirmou o governador.

Greve na Educação

Questionado sobre a greve dos servidores Estaduais em Educação, o governador reconhece e afirma que se o estado tivesse condições ele daria um aumento muito maior, mas, segundo ele, seria uma irresponsabilidade conceder aumento de grandes proporções sem ter condições de sustentá-lo e deixar a economia do estado com sérias dificuldades. “O estado está com baixa arrecadação, primeiro tivemos uma queda de R$ 12 milhões e agora R$ 20 milhões, não temos condições de dar o aumento que eles querem e que nós também gostaríamos de dar. Não defendo salários baixos, mas estou no à frente do governo para administrar com responsabilidade o dinheiro público e não para fabricar dinheiro“ enfatizou Cassol.

O governador falou ainda sobre a PEC 483/2005, que trata da transferência parcial da folha de pagamentos do estado de Rondônia para a União, que ainda não entrou em vigor. “Foi assinado um compromisso de que a economia que o estado fizer com a PEC será repassada aos servidores, mas até agora não tivemos economia nenhuma na folha, a PEC não esta sendo executada, só ficou no papel”, completou.

Hospital de Cacoal

Apesar do investimento do Governo do Estado na construção do Hospital de Cacoal, a unidade corre risco de ser finalizada e ficar sem funcionar por falta de equipamentos. Isso porque o Ministério da Saúde não fez o repasse de R$ 35 milhões para a compra de equipamentos, apenas R$ 12 milhões foram repassados até o momento, o que não é suficiente para equipar o hospital. “Nossa parte nós fizemos, o hospital de Cacoal vai ficar pronto, mas o prédio não será inaugurado, não temos como colocar um hospital para funcionar apenas com a parte física pronta, precisamos de equipamentos para atender a população”, explicou.

Cahulla assume o governo em Abril

O governador Ivo Cassol anunciou ainda que deixa o cargo de governador do Estado de Rondônia no dia 31 de março, quando o vice-governador João Cahulla vai assumir.

O governador afirma que deixará o cargo, mas ficará tranqüilo, porque sabe que o trabalho que está sendo feito terá continuidade e que o estado vai ficar em boas mãos. “Trabalho com o Cahulla há 14 anos, conheço sua competência, tudo o que o governo de Rondônia fez nesses oito anos teve a cooperação dele. A liderança e o respeito que temos hoje conquistamos em parceria, tenho certeza que ele vai conduzir Rondônia com a mesma firmeza”, concluiu.

O presidente da Assembléia Legislativa concorda com o governador e afirma que a instituição vai continuar trabalhando em parceria com o governo. “Depois da saída do governador Ivo Cassol, a Assembléia vai trabalhar da mesma forma, dando continuidade aos trabalhos junto ao Cahulla. Temos feito isso para contribuir com o crescimento do nosso estado e não vai mudar”, afirmou Neodi de Oliveira. 

Fonte: Decom

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