Quinta-feira, 27 de dezembro de 2018 - 16h50

Não,
não é um secretariado de notáveis na política ou na administração pública. Os
nomes até agora apresentados à sociedade rondoniense pelo governador eleito
Marcos Rocha, compõem um elenco de pessoas íntegras, até onde se sabe neste
primeiro momento. E isso é bom. Afinal ele nunca negou, ao contrário, enfatizou
até enfadonhamente, que este será ‘um governo diferente’. Tudo indica que sim.
Resta saber se, além de diferente, será eficiente.
O fato
é que, tentando marcar território próprio, Rocha evitou buscar entre os nomes
que habitualmente ocupam cargos no primeiro escalão de qualquer governo, em uma
espécie de ‘rodizio’, pessoas para os gabinetes do Palácio Rio Madeira. E vem
evitando ainda, indicações de políticos. Optou por cidadãos e cidadãs do
pequeno grupo de seu partido, do seu restrito relacionamento e até de alguns
conhecidos de última hora.
Estou
convicto que o coronel carioca, ainda ‘novo’ no estado, só agora, ao enfrentar
a dura tarefa de preencher todos os cargos que compõe a direção executiva no
primeiro e segundo escalão, está realmente se dando conta do tamanho que é o
governo de um estado da federação brasileira. Mesmo que se trate de um novo e
pequeno, como o nosso, com menos de 2 milhões de habitantes. Menor que município
de Manaus, que tem 2 milhões e 130 mil moradores.
Lógico
que hoje, Rondônia tem nomes consagrados pela eficiência de gestão ou amparados
em currículos técnicos e profissionais, em todas as áreas. Gente honrada apta a
ocupar e dar conta de qualquer cargo ou função. A questão é: eu os conheço? É
de confiança? Quem é que está indicando? E qual é o interesse da indicação? É
de qual partido?
Talvez,
e quero crer que sim, aí tenha residido a razão do ‘mistério’ e silêncio que
cercou a montagem da lista com os primeiros vinte nomes. Seria constrangedor
essa busca de forma pública e aberta com fez o presidente eleito Jair
Bolsonaro. Há tanto tempo na Câmara Federal, ele conhecia e conhece todo mundo.
Diferente do nosso governador eleito que não era político, é novo em Rondônia e
não tinha militância partidária. Sua roda de amigos está circunscrita aos
camaradas do quartel, aos irmãos da igreja e algumas exceções.
Mas o
desafio continua. O governo é grande. Ainda tem muitas cadeiras importantes
para ocupar. Não acredito que ocupem todas elas nos próximos seis dias. Vai
sobrar muita coisa para após o dia 1º de janeiro.
Mas é
um alento e uma esperança observar que, entre os novos nomes já indicados e os
que virão, estejam pessoas com oportunidade de se revelar e crescer no cenário
político e administrativo do estado, por ações e obras aplaudidas pelo público.
É esse
o sentimento de todos nesse momento. Espera-se que seja assim. Caso contrário, o
barco do governador Rocha baterá direto contra a rocha num impacto destruidor. Em
cem dias já saberemos para que lado a nave vai.
OsmarSilva
– jornalista – Presidente da Associação da Imprensa de Rondônia-AIRON – Diretor
e editor do noticiastudoaqui.com – [email protected]
– WhatsApp 99265.0362
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