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Governo investe R$ 22 milhões na reconstrução de áreas destruídas pelas enchentes de 2014


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Águas do Madeira invadem região do bairro Cai n’Água

A Secretaria Nacional de Defesa Civil aprovou a liberação de R$ 22 milhões, do total de R$ 34 milhões solicitados para obras de infraestrutura – pontes, bueiros e estradas – em áreas atingidas pela cheia de 2014. O dinheiro será aplicado pelo governo de Rondônia em projetos básicos nos municípios de Cacoal, Guajará-Mirim, Nova Mamoré e Pimenta Bueno.

“O plano que também prevê a reconstrução habitacional para famílias atingidas pela enchente está em fase de finalização”, disse o diretor de Planejamento e Operações da Defesa Civil Estadual, tenente Artur Luiz Santos Souza.

Porto Velho não aderiu aos projetos, entretanto, receberá recursos que serão destinados à Companhia Estadual de Águas e Esgotos e à Delegacia de Polícia do Distrito de São Carlos, explicou o comandante do Corpo de Bombeiros e coordenador da Defesa Civil Estadual, coronel Sílvio Luiz Rodrigues.

Preventivamente, análise de risco feita pelo órgão indica menos desalojados a serem resgatados este ano. Além dos distritos, o Beco do Gravatal (Bairro Nacional) em Porto Velho é exemplo disso. “As pessoas saíram antes, aprenderam com a cheia. Hoje temos menos gente nas margens do rio, porque não se espera a água chegar ao telhado”, explica o coordenador.

Mil e setecentas famílias terão casas reconstruídas em municípios do interior e 2 mil em Porto Velho. Na capital elas serão entregues ainda este ano e no interior o prazo médio estende-se de dois a três anos, a exemplo de outros estados que também decretaram calamidade pública no ano passado.

O coronel Rodrigues reúne-se nesta quinta-feira (5) com o diretor geral do Departamento de Estradas de Rodagem, coronel Lioberto Caetano, do qual obtém apoio para obras de infraestrutura na corporação em Porto Velho, Ji-Paraná, Rolim de Moura e Vilhena.

O rio Madeira alcançou a cota de 16,62m na manhã desta quarta-feira (4), com vazão de 42 mil m³ por segundo. A cota de transbordamento viria aos 16,68m. O pico da cheia histórica ocorria em 29 de março de 2014, quando a cota chegava a 19,14m.

“Com base na leitura hidrológica de hoje presumimos que este ano poderemos ter a subida do rio entre 17,5m e 18m, o que nos dá a sensação de controle da situação”, analisou.

NÃO AFETA O TRÁFEGO

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Coronel Rodrigues afasta risco de isolamento

O comandante destacou as boas condições de tráfego na Estrada-Parque de Guajará-Mirim, afastando o problema de isolamento, caso as águas subissem além do leito da rodovia BR-364. “Até Araras tem hoje poucas famílias, por essa razão não nos preocupa aquela área”, comentou.

De acordo com Rodrigues, a situação também está sob controle na região sob influência do lago da Usina Hidrelétrica de Jirau: “Anteriormente, a água em excesso passava por um estreito caminho. O reservatório fez aumentar o fluxo e a possibilidade do rio Madeira alcançar 1,70m é bem menor, pois seria necessário um volume bem maior”. A vazão do rio naquela região situa-se entre 37 mil m³ e 38 mil m³.

O monitoramento feito diariamente pela Polícia Rodoviária Federal também tranquiliza o coordenador da Defesa Civil: “As réguas colocadas em pontos baixos atualmente estão no seco”.

ASSOREAMENTO

Rodrigues e Souza apontam outro componente que influencia na cheia de 2015: o assoreamento. Eles mencionam levantamentos feitos pelo Serviço Geológico do Brasil-CPRM e Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), revelando que a partir do distrito de Abunã, até Porto Velho, o rio sofreu esse fenômeno, agravado pela cheia de 2014.

“A força da água traz sedimentos que se depositam no rio”, explica o tenente Artur. No ano passado, a sedimentação ocorreu no pico de 54 mil m³ na vazão do rio.

A exemplo do Serviço Geológico e do Sipam, a Defesa Civil, praticamente “comemora” a menor incidência de chuvas nos rios Beni (Bolívia) e Madre de Dios (Peru), que são os formadores do rio Madeira.
 


Fonte
Texto: Montezuma Cruz
Fotos: Esio Mendes
Decom - Governo de Rondônia

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