Sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014 - 05h13
O presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, deputado Hermínio Coelho (PSD), defendeu ontem o imediato embargo das usinas hidrelétricas do Rio Madeira, como forma de pressionar o Governo Federal, a rever seus posicionamentos e desta forma garantir a sobrevivência financeira do Estado. “Infelizmente temos um governador frouxo e corrupto, além de uma bancada federal fraca, que não reúne condições morais de cobrar da presidência da república questões pontuais como a dívida do Beron, os recursos para as obras da Caerd e também a transposição dos servidores estaduais contratados até o ano de 1991”, declarou o presidente da ALE.
Destacou o deputado Hermínio Coelho que vem alertando insistentemente as instituições, e, em especial, a classe política sobre o grave comprometimento das finanças do Estado, colocando em risco até mesmo o pagamento do 13º do funcionalismo público, mas, no entanto, existe uma inércia, a falta de um posicionamento principalmente dos políticos.
Para o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Hermínio Coelho a única alternativa para o Estado é a pressão junto ao Governo Federal, e neste sentido voltou a defender o embargo imediato das usinas, que no seu entendimento foi autorizada sem observar uma série de normas da legislação ambiental. “Já estamos trabalhando no âmbito deste poder, para aprovarmos um documento determinando este embargo, e alertando sobre as responsabilidades criminais e civis que podem recair sobre as autoridades responsáveis por este setor. Não precisa sequer de laudo, o que estamos presenciando em pleno centro de Porto Velho é a parte mais visível do estupro que fizeram com o Rio Madeira”, complementou ele.
Afirmou o deputado Hermínio Coelho que com a paralisação das obras das hidrelétricas, certamente o Governo Federal irá formalizar a “mesa de negociações”, e neste sentido o Governo Estadual teria a chance de apresentar suas reivindicações, e dar os encaminhamentos necessários, para se evitar o colapso financeiro e a esculhambação generalizada já a partir de dezembro deste ano, pois o rombo do caixa do governo é fato real.
Como proposta de negociação com o Governo Federal, o deputado apresentou a questão da urgente necessidade da suspensão do pagamento mensal da dívida do extinto Beron em torno de R$ 15 milhões por mês; a liberação dos recursos do PAC para a Caerd de R$ 600 milhões; e também a ampliação da transposição, incluindo os servidores admitidos até dezembro de 1991, o que asseguraria uma economia mensal de R$ 70 milhões.
Infelizmente, prosseguiu o parlamentar, “a classe política tem grande responsabilidade nesta situação, pois buscou mesmo foi a negociata, e com o recebimento do cala a boca, todos eles estão aí acomodados”, disse. Hermínio Coelho declarou que o governador Confúcio Moura deverá ser responsabilizado caso não adote nenhuma medida, incluindo neste rol os crimes de negligência e prevaricação no exercício de cargo público.
Fonte: Paulo Ayres
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