Terça-feira, 19 de maio de 2026 - 10h51

A deputada estadual
Ieda Chaves (União Brasil) protocolou na Assembleia Legislativa de Rondônia
(Alero) duas indicações destinadas à implantação de salas sensoriais nas redes
públicas de ensino de Colorado do Oeste e Cabixi, no Cone Sul do estado. As
proposições, encaminhadas ao Governo de Rondônia, recomendam a aquisição de
mobiliário adaptado para atendimento a estudantes com transtorno do espectro
autista, deficiências intelectuais e outras necessidades educacionais
específicas.
Os espaços sensoriais
são projetados para oferecer estímulos controlados que auxiliam na regulação
emocional, na concentração e no desenvolvimento cognitivo. Na prática,
funcionam como ambientes de acolhimento dentro da escola, onde o aluno encontra
recursos terapêuticos que o ajudam a permanecer e aprender.
Na IND nº 17058/26, a
deputada solicita a implantação da estrutura em Cabixi, com mesas adaptadas,
poltronas sensoriais, painéis táteis, tapetes pedagógicos, mobiliário
ergonômico e demais equipamentos. As duas indicações seguem a mesma linha e
reforçam a defesa da parlamentar pela interiorização das políticas de educação
inclusiva.
Já por meio da IND nº 17060/26, a
parlamentar sugere a aquisição de painel sensorial interativo, piscina de
bolinhas, colchonetes pedagógicos, puffs terapêuticos, luminárias de estímulo
visual, balanço terapêutico e brinquedos pedagógicos sensoriais para Colorado
do Oeste. O conjunto foi pensado para criar condições concretas de
acessibilidade pedagógica na rotina escolar.
Instrumento pedagógico

Ao defender as proposições, Ieda Chaves foi direta ao ponto. “A educação inclusiva não pode depender apenas da boa vontade de professores e gestores. É dever do Estado oferecer condições reais para que cada aluno, independentemente de sua condição, tenha acesso a um ensino de qualidade. A sala sensorial não é um luxo, é um instrumento pedagógico indispensável”, afirmou nos documentos encaminhados ao Executivo.
A parlamentar também destacou que a ausência de espaços especializados aprofunda desigualdades e compromete trajetórias escolares inteiras. “Sem estrutura adequada, o aluno com transtorno sensorial ou do espectro autista simplesmente não consegue permanecer em sala. A evasão deixa de ser uma escolha e vira consequência da omissão”, completou.
Cerejeiras pode ter sala sensorial
A implantação de uma sala sensorial no município de Cerejeiras foi proposta por meio da IND nº 17059/26. O espaço, segundo a justificativa encaminhada ao Executivo, deve ser equipado com mesas adaptadas, cadeiras ergonômicas, puffs sensoriais, tapetes emborrachados, painéis interativos, luminotécnica especializada e materiais pedagógicos voltados à estimulação tátil e auditiva.
A proposta inclui ainda a necessidade de profissionais qualificados, como pedagogos, psicopedagogos e equipe multidisciplinar, para garantir que o ambiente funcione como ferramenta efetiva de aprendizado.
Na indicação, Ieda ressalta que o município do Cone Sul tem relevância estratégica na educação estadual e que a ausência de espaços estruturados aprofunda desigualdades no acesso de alunos neurodivergentes ao ensino regular.
Análise
As indicações foram aprovadas em Plenário na Alero e seguem agora para análise do governo do Estado e da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), que avaliarão a viabilidade orçamentária de cada proposta.
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