Quinta-feira, 27 de agosto de 2009 - 11h06
O presidente da junta governativa do Sindicato dos Vigilantes (SINTESV) nomeado pela Justiça do Trabalho, Robson Mitoso, demonstra estar disposto a favorecer a ex-presidente do Sindicato Ilka Vieira, ao devolver a liberação dos membros da chapa 2 que faziam parte da direção da entidade para as empresas e, de forma totalmente parcial, manter os componentes da chapa 1 cujos mandatos, também, venceram no último dia vinte. A denúncia foi feita pela chapa de oposição.
A chapa 2, de oposição, está questionando esta postura de favorecimento adotada por Robson Mitoso, que apesar de estar nomeado pela Justiça do Trabalho apenas para dirigir o Sindicato por 30 dias e coordenar uma nova eleição, já age abertamente para favorecer seus colegas da chapa da situação.
Segundo informações, Robson Mitoso estaria pretendendo ampliar o próprio mandato concedido pela Justiça, alegando que o prazo estabelecido pelo judiciário seria insuficiente para a realização do novo pleito; pretensão que é contestada pela chapa 2, já que toda a documentação do processo está pronta.
A Justiça do Trabalho suspendeu a posse da chapa eleita no último dia 20 de agosto, a pedido da chapa encabeçada pela ex-presidente Ilka Vieira, que inconformada com o resultado da votação ingressou com uma ação para anular as eleições; entretanto, a Comissão Eleitoral ainda não teve oportunidade de defesa, já que a Justiça notificou o presidente da Comissão às 10h00 do dia 20/08 e às 14h00 do mesmo dia realizou uma audiência na qual foi concedida a Liminar suspendo a posse, nomeando a Junta Governativa e estabelecendo o prazo de 30 dias pra nova eleição.
O presidente da Comissão Eleitoral do SINTESV, Raimundo Bezerra Neves, já constituiu um advogado e pretende demonstrar cabalmente que todas as alegações da chapa 1 não são verdadeiras; como, por exemplo: Ilka alega que não foi cumprido o prazo de 10 dias pra ser entregue à chapa dela a relação de votantes; entretanto, a relação foi fornecida pelo sindicato, ou seja, pela própria Ilka então presidente.
Entre outras supostas denúncias está a de que teria ocorrido dupla votação, quando se trata da urna fixa da Transeguro, onde inicialmente as assinaturas foram feitas em “lista em separado”, sendo que posteriormente, com a concordância dos fiscais das duas chapas, os eleitores assinaram novamente na lista correta e número de votos conferiu no momento da apuração, e nenhum protesto foi registrado nas atas, nem de coleta de votos nem de apuração; ou seja, má-fé da chapa perdedora.
Fonte: CUT-RO.
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