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MP constata que acidentes de trânsito estão superlotando atendimento no João Paulo II


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Estudo do Datasus aponta motos como maiores vilãs no trânsito da Capital

A promotora de Justiça da Saúde, Rosângela Marsaro Protti, confirmou na semana passada, durante inspeção realizada no Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II, que a unidade está operando com capacidade muito além do que comporta sua estrutura física, isso devido ao grande número de pessoas vítimas de acidentes de trânsito, que dão entrada principalmente na área ortopédica. Outro fator agravante é transferência de pacientes das cidades do interior para Porto Velho, sem prévio comunicado.

A promotora destaca que o prédio que abriga atualmente o João Paulo II foi inaugurado em 1984, para atender a uma demanda de pacientes inferior à de hoje, comprovando que a falta de espaço físico vem sendo agravado a cada ano com o crescimento populacional e da frota de veículos.

Ainda de acordo com o relatório, em suas considerações finais, Rosângela Marsaro Protti afirma que para diminuir os problemas enfrentados no atendimento do pronto-socorro é necessário que os órgãos responsáveis pelo trânsito tenham mais rigor na fiscalização, só assim será possível combater o alto índice de acidentes na Capital.

A promotora de Justiça Rosângela Marsaro Prott, finalizou afirmando que a solução definitiva para os problemas enfrentados pelo João Paulo II é a construção e implementação de uma nova unidade de saúde especializada no atendimento aos casos de urgência e emergência.

NÚMEROS REAIS

O relatório assinado pela promotora apenas confirma os números divulgados pelo setor de estatísticas da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) e os impactos causados pelos acidentes de trânsito no Sistema Único de Saúde (SUS).

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De cada dez cirurgias no SUS, oito são na área de ortopedia

De acordo com dados da Saúde (Sesau), 4.697 pessoas deram entrada no setor de emergência do Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II, vítimas de acidentes de trânsito provocados por motocicletas. Os números são referentes ao ano passado, e devem ser superados em 2015, caso seja mantida a média mensal superior a 300 ocorrências.

O mesmo estudo aponta que durante 2014 foram 631 pessoas que deram entrada no Pronto-Socorro João Paulo II, vítimas de acidentes de trânsito causados por automóveis, número quase oito vezes menor que os casos envolvendo motocicletas.

Para se ter dimensão do caos provocado pelo trânsito em Porto Velho, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Departamento de Informática do SUS (Datasus), ligado ao Ministério da Saúde (MS), aponta que o número de internações hospitalares devido a acidentes com motocicletas em 2010 saltou de 1.855 em Fortaleza (CE), cidade com 2,5 milhões de habitantes, a 5ª mais populosa do Brasil, para 4.735 em 2014, o que representa aumento de 155%.

O secretário de Saúde de Rondônia, Williames Pimentel, explicou que os números chamam atenção para a necessidade urgente de adoção de medidas educativas, implantação de uma fiscalização mais rigorosa e eficiente sobre os usuários de motocicletas, para reduzir o número de condutores que trafegam sob efeito do álcool, drogas e sem habilitação.

Pimentel acredita ser preciso, ainda, estimular e garantir o uso correto do capacete e evitar o excesso de passageiros em motocicletas, como forma de evitar acidentes e superlotar o setor de emergência das unidades de saúde, principalmente o João Paulo II, referência no atendimento de alta complexidade em Rondônia.

REFORÇO NA CAMPANHA

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Domingues Júnior e Williames Pimentel falam sobre campanha de combate à violência no trânsito

Para reforçar ainda mais a campanha do governo de Rondônia de conscientização dos condutores para a guerra do trânsito em Porto Velho, o superintendente de Comunicação, Domingues Júnior, e o secretário Pimentel, participaram de entrevistas em rádios da Capital destacando o caos provocado por motociclistas.

Eles falaram ainda da importância de conter o avanço do número de acidentes, em especial com motocicletas, e impactos negativos com superlotação que a falta de prudência, responsabilidade, e respeito às leis de trânsito vem causando no atendimento de urgência e emergência do João Paulo II.

Nas entrevistas foram respondidas perguntas de ouvintes e internautas. Pimentel defendeu também a volta da fiscalização eletrônica como mecanismo de brecar o número de acidentes em Porto Velho.


 
Fonte
Texto: Zacarias Pena Verde
Fotos: Ítalo Ricardo
Secom - Governo de Rondônia

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