Quarta-feira, 1 de dezembro de 2010 - 11h46
O secretario municipal de Saúde Williames Pimentel recebeu em seu gabinete, as técnicas do Ministério da Saúde (MS) Maria Francisca Abritta, coordenadora geral do Sistema Nacional de Ouvidoria, e Maria Varly Nascimento, do departamento de Ouvidoria Geral do SUS em Rondônia, para discutir a implantação de uma Ouvidoria na capital. No Brasil já foi implantado 26 ouvidorias estaduais e centenas municipais, sendo as capitais atendidas com prioridade pelo MS. Segundo a coordenadora a expansão é uma forma de melhorar o fluxo de acompanhamento feito pelo MS aos usuários do SUS.
Pimentel aproveitou a visita para explicar o trabalho de gestão que otimizou o fluxo de atendimento na rede municipal, que vai da atenção básica, com a expansão em mais de 65% do Programa Saúde da Família, até a baixa e média complexidade, com a qualificação de profissionais e instrumentalização das unidades de saúde, o que contribuiu com a redução do número de atendimentos que era feito no único Pronto Socorro do Estado. Segundo Varly Nascimento a ‘Ouvidoria’ é um termômetro, inclusive citando a melhoria do atendimento na rede, após a gestão do atual secretario municipal, que deu ênfase a organização do sistema utilizando a classificação de risco. “A capital melhorou depois da regulação do sistema e prova disso é o índice de queixas quanto o município, que foram reduzidas”, disse.
A melhora no índice de satisfação é atribuída a estratégia de gestão utilizada no fluxo de atendimento. A porta de entrada do usuário é o atendimento a domicílio com uma cobertura de 65% pelas equipes de estratégia da família, seguido da disponibilidade do serviço básico nas unidades de saúde; urgência e emergências nos Prontos Atendimentos, distribuídos em quatro zonas da cidade e pelo Samu, e ainda os serviços especializados em programas de prevenção e promoção da saúde.
Segundo Pimentel a implantação da Ouvidoria é uma das metas em sua gestão, pois a capital em célere expansão populacional precisa de um canal de comunicação entre o usuário e o poder público. A rede estadual em Porto Velho ainda funciona com o sistema implantado na década de 80 e uma capacidade pequena de absorção da alta complexidade, para tanto o município busca expandir ainda mais seus serviços e ouvir do usuário onde precisa melhorar.
Fonte: Aurimar Lima
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