Terça-feira, 17 de fevereiro de 2009 - 12h46
O presidente da Seccional Rondônia da Ordem dos Advogados do Brasil, advogado Hélio Vieira, solicitou ontem da comandante da Polícia Militar, coronel Angelina Correa dos Santos Ramires, rigor na apuração do incidente envolvendo policiais militares de Ministro Andreazza e o advogado Sidnei Sotele, no último final de semana. Ao visitar a comandante militar, acompanhado pelo conselheiro seccional Marcos Araújo, Hélio Vieira manifestou sua preocupação com esses atos de violência, num momento em que toda a sociedade clama e luta por um ambiente de paz.
O dirigente da advocacia rondoniense deixou claro que não pode emitir nenhum juízo de valor sobre quem está certo ou errado no episódio, mas lembrou que o policial militar, como agente do estado, não tem autorização para sair espancando as pessoas. Hélio Vieira acentuou que a advocacia rondoniense, em conjunto com várias outras instituições da sociedade civil organizada, tem empreendido uma grande luta em favor do fim da violência e pela prática da cultura da paz. "Essa é uma iniciativa que deve partir de cada cidadão, independente da posição que ele ocupa na sociedade. Caso contrário, vamos estar estimulando um clima de animosidade sem fim", ponderou Hélio Vieira.
No final de semana, tão logo foi informado sobre o episódio em Ministro Andreazza, o presidente da OAB Rondônia manteve contato com as autoridades policiais, a quem solicitou assistência institucional ao advogado. "Também encaminhou expediente a subseção de Cacoal solicitando cópia da ocorrência e do inquérito para sabermos as circunstâncias em que ocorreu a agressão ao advogado e, a partir daí, definirmos quais providências tomaremos", adianta Hélio.
Na reunião com a comandante da PM, Hélio Vieira propôs o estreitamento de laços entre a corporação militar e os advogados, reiterando que já há um trabalho desenvolvido nesse sentido, através de palestras ministradas pelo Tribunal de Defesa das Prerrogativas aos alunos do curso de formação de policiais militares. "Reputo como da maior importância esse trabalho de esclarecimento aos policiais militares sobre a atividade exercida pelo advogado", disse a comandante da PM.
O conselheiro Marcos Araújo lembra que se faz necessário uma rigorosa apuração do episódio ocorrido em Ministro Andreazza, para que não paire dúvidas sobre a reputação dos dois lados.
O presidente da OAB lembrou ainda que, desde o ano de 2005 que a Ordem criou, em conjunto com várias instituições de classe, o Fórum pela Paz, desenvolvendo, a partir daí, várias atividades como caminhada pela paz.
Fonte: Ascom / OAB-RO
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