Segunda-feira, 16 de abril de 2012 - 17h14
Dirigentes de entidades representativas de servidores públicos da saúde de Rondônia se empenham numa luta unificada pelo Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) da categoria, que já foi motivo de movimentos paredistas no Estado, por ser uma reivindicação inerente ao descontentamento de trabalhadores que servem o Estado na missão de salvar vidas recebendo salários defasados.
A próxima quarta-feira, dia 18, finda o prazo para a Secretaria de Saúde do Estado (Sesau) encaminhar o ‘PCCS da Saúde’ para a Casa Civil, para que esta encaminhe para o governador Confúcio Moura, que deverá assinar e destinar à Assembleia Legislativa. Mas, para chegar na Assembleia, é necessário estudo técnico por parte da Sefin (Secretaria da Fazenda) e Seplan (Secretária de Planejamento) para mensurar o impacto na folha do Estado.
O dia 18 foi o prazo acordado entre sindicalistas e o próprio secretário de Saúde, Gilvan Ramos de Almeida, durante reunião ocorrida em Porto Velho no dia 26 de março. Na ocasião, o secretário usou argumentos para convencer os representantes dos servidores que seria necessário um prazo maior, justificando que “é um processo complexo e que exige um estudo criterioso de impacto na folha do Estado”. Já os sindicalistas, não flexibilizaram – sendo mantido o próximo dia 18 como prazo limite.
Quando se espera a resposta do Governo a respeito do PCCS, os sindicatos se movimentam para uma possível reação. Nesta segunda-feira (16), os enfermeiros anunciaram que, se não houver resposta no dia 18, no prazo de 72 horas também deflagrarão greve geral em todas as unidades de saúde do Estado. Eles realizaram uma manifestação em frente ao Palácio Getúlio Vargas.
“Assinando esse Plano, é uma forma do Governo do Estado fazer justiça aos servidores que vêm recebendo salários injustos. Essa luta vem desde 2003. De lá até aqui houve troca de governo, mas a situação é a mesma. Esperamos que agora haja uma sensibilidade por parte deste atual governo, do contrário, não haverá alternativa a não ser a greve. Vamos esperar o dia 18!”, declarou Ângelo Florindo, presidente do Sindicato dos Profissionais em Enfermagem de Rondônia (Sinderon).
Os rumores de greve também envolvem os servidores do Poder Executivo da área administrativa (que também inclui os lotados em unidades de saúde). Durante assembleia geral ocorrida no último dia 3, foi aprovada por unanimidade a deflagração de greve no dia 1º de maio, caso o Governo não dê uma resposta até lá referente ao PCCS da categoria.
“O Plano foi entregue há dois anos ao Governo do Estado e até o momento nenhuma resposta! Sendo que o nosso caso requer urgência. A maioria desses servidores da área de apoio ganha apenas um salário mínimo, e muitos ainda trabalham em ambientes constatados insalubres e sem receberem o Adicional de Insalubridade”, disse a sindicalista Mirtes Feito (do Sintraer).
POSIÇÃO DA CASA CIVIL
Reunido nesta segunda-feira (16) com uma comissão formada por enfermeiros, técnicos, auxiliares de enfermagem, e membros do Conselho Estadual de Enfermagem (Coren) e do Sindicato dos Profissionais em Enfermagem de Rondônia (Sinderon), o secretário chefe da Casa Civil, Juscelino Amaral, informou que, ao ser concluída análise técnica, que envolve a Sefin e a Seplan, será dado um parecer oficial.
O secretário da Casa Civil ainda defendeu: “o governador é médico, e entende muito bem a importância do profissional em saúde para a população. Ele é o mais interessado na valorização desses servidores, ainda enxergando que a valorização gera satisfação – o que reflete na qualidade dos serviços”, disse Juscelino reiterando que “esse governo é aberto para o diálogo e é pré-disposto a ouvir a todos, interessado na solução”.
Fonte: Lucas Tatuí
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