Quinta-feira, 18 de abril de 2013 - 12h34
Em ato público bem articulado e organizado, a Juventude Democrática de Rondônia (JDR) reuniu ontem em Ariquemes autoridades do Ministério Público, das polícias Civil e Militar, da Assembleia Legislativa, e pouco mais de 350 pessoas no auditório da Associação Comercial de Industrial (ACIA), em audiência pública, que debateu e recolheu nada menos que cinco mil assinaturas contrárias à Proposta de Emenda Constitucional nº 37 (a chamada PEC 37), que tramita no Senado Federal e que visa amordaçar o Ministério Público, retirando a prerrogativa de investigar de suas atribuições.
O presidente da JDR, Lucas Follador, fez questão de deixar claro, que a entidade que dirige é sim contra os termos da PEC 37, mas é totamente favorável à reestruturação da Polícia Civil, que, como a PM precisa de investimento em equipamentos, treinamento e em tecnologia de informação e comunicação para desempenhar bem seu trabalho.
Para ele e para o grupo de jovens que lidera, contudo, suprimir as prerrogativas do Ministério Público, principalmente as atribuições de investigar, representa um retrocesso no processo democrático do Brasil, que não pode se nivelar por baixo a regimes arcaicos e falidos de governo que insistem sobreviver em alguns países do Continente Sul-americano.
“Gostaríamos que os jovens que vão ao “face book” levantar a voz contra essa situação, que se unam ao nosso movimento, que tem uma causa louvável, concreta e de interesse geral”, pediu Lucas Follador.
A audiência pública, marcada por um debate sadio, democrático, e até acalorado entre membros do MP e delegado da Polícia Civil, contou com a presença das promotoras Tâmara Padoin Marques e Joice Gushy Mota, com os delegados da PC Ricardo Rodrigues e Rodrigo Camargo, com o coronel Ênedy Dias de Araújo, da PM, com o deputado Adelino Follador, representando o Poder Legislativo Estadual, com o frade Thomas Mittelsted, entre outros, que compuseram a mesa dos trabalhos com os membros da Juventude Democrática de Rondônia, organizadora do evento.
Lucas Follador, ao defender o ponto de vista da JDR, afirmou que a entidade distingue muito bem o sentimento dos dois lados (do MP e da PC), mesmo porque a proposta desta emenda é de um deputado que é delegado de polícia. Segundo ele, parafraseando a promotora Joice Mota, o Ministério Público não quer assumir o papel da polícia, mas apenas manter o direito de auxiliar e poder investigar. “Nós temos motivos sim para lutar contra a aprovação desta PEC, porque não acreditamos que um delegado, por melhor que ele seja, tenha força suficiente para investigar um governador, por exemplo”, justificou.
Fonte: Ascom
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