Segunda-feira, 3 de agosto de 2015 - 12h17
O combate ao consumo de álcool e drogas ilícitas pela comunidade estudantil está sendo discutido entre as direções das escolas estaduais e Polícia Militar em Ji-Paraná. A primeira reunião ocorreu na manhã desta sexta-feira (31), no auditório da Coordenadoria Regional de Educação (CRE), e serviu para despertar o interesse em ampliar a participação de outros parceiros nesse enfrentamento social.
Na primeira reunião, membros do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd), da Polícia Militar, explicaram na prática as maneiras como identificar na sala de aula o aluno que tenha consumido algum tipo de droga, álcool e até mesmo o tabagismo. “Estes mecanismos apresentados ajuda cada professor a monitorar mais de perto o comportamento do aluno diante desta problemática”, palestrou o cabo Paulo, que há 13 anos aplica o Proerd nas escolas públicas.
“Vamos buscar mais parceiros no fortalecimento deste enfrentamento. Vamos convidar o Ministério Público, o Conselho Tutelar, os representantes da Assistência Social e Saúde pública, de todas as escolas públicas e privadas, das igrejas e de outros organismos ligados à criança e adolescentes, para abraçar conosco essa causa”, disse a idealizadora do projeto, a orientadora educacional da escola estadual José Francisco, Euzenir Rosa.
Pelo projeto de enfrentamento, os futuros parceiros serão convidados a se reunir em data e local ainda indefinidos para traçar as metas de trabalho. O objetivo é atribuir funções e responsabilidades a cada parceiro conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), implantado há 25 anos no País.
A CRE não dispõe de estatísticas oficiais sobre o quantitativo de alunos na rede pública estadual envolvido no consumo de álcool e/ou drogas, porém defende e apoia o projeto em fase embrionária da orientadora educacional. “É dever do educador colaborar neste enfretamento”, disse a técnica da CRE Rosângela Falqueto.
Para o pedagogo Luiz Carlos dos Reis, da escola estadual Carmen Rocha, hoje a escola não pode se limitar ao papel de ensinar o aluno. “Precisamos interagir mais conhecendo e participando do cotidiano deles”, avalia o professor, classificando como válida a iniciativa da realização deste seminário de enfrentamento ao consumo de álcool e drogas.
Fonte
Texto: Paulo Sérgio
Fotos: Paulo Sérgio
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