Segunda-feira, 6 de julho de 2015 - 17h51
Porto Velho, RO – O posicionamento claro do MPC (Ministério Público de Contas) sobre o gasto exorbitante de dinheiro público na execução de dois shows em Porto Velho respaldou ainda mais as ações do vereador Everaldo Fogaça, do PTB. O petebista é relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) formalizada para apurar as ilegalidades aventadas. .jpg)
Aliás, o procurador-geral da instituição Adilson Moreira de Medeiros, signatário da representação movida contra o prefeito Dr. Mauro Nazif (PSB) e Marcos Aurélio Cavalcante Nobre Junior, presidente da FUNCULTURAL (Fundação Cultural), tem sido alvo de ataques pelo seu posicionamento.
“Em nome do povo porto-velhense que quer as coisas certas deixo aqui meu repúdio a todos que estão atacando o procurador-geral do Ministério Público de Contas, Adilson Moreira de Medeiros. Ele é o autor da denúncia contra o prefeito Mauro Nazif e o presidente da FUNCULTURAL por crimes contra a Administração Pública. Siga em frente, procurador. Estamos do seu lado!”, disse Fogaça sobre as manifestações contrárias.
Os valores apontados por Medeiros chegam a monta de R$ 635 mil. As apresentações de Alceu Valença e Cidade Negra durante eventos do Circuito Junino custaram, respectivamente, R$ 290.000,00 e R$ 250.000,00.
Os outros noventa ficam por conta da contratação do cantor gospel Fernandinho, que se apresentou na “Marcha para Jesus” por R$ 90 mil.
Além da questão dos valores, o MPC também destacou que há provas contundentes de que Nazif teria se promovido politicamente quando da apresentação de Alceu Valença. A equipe responsável pelo festejo enalteceu o nome do gestor.
“As provas encaminhadas através da representação ao Tribunal de Contas do Estado são robustas. O Ministério Público de Contas foi cuidadoso ao pontuar cada aspecto ilegal, deixando claro o porquê da pretensão. Sem contar que eu, como vereador, já expus publicamente o exagero, o descuido com o dinheiro público. Ressalto que ninguém é contra a cultura. Pelo contrário. Somos a favor de que todos os setores sejam devidamente amparados, desde que dentro da legalidade, sem esquemas escusos, sem prejuízo à sociedade. Ser contra a cultura é dar vazão para esse tipo de ação, expondo o Município de Porto Velho a mais um vexame por, no mínimo, descuido. O Tribunal de Contas e a Justiça de Rondônia dirão, no fim das contas, se houve mais do que negligência, que já não seria pouco”, concluiu o vereador Everaldo Fogaça.
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