Segunda-feira, 27 de março de 2017 - 14h59
Ao participar nesta sexta-feira de uma apresentação e homenagem aos primeiros servidores aposentados pelo Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores Municipais (Ipam), o prefeito dr Hildon Chaves manifestou sua intenção em manter a restrição da assistência à saúde aos servidores comissionados. O prefeito lembrou que a lei aprovada pela Câmara Municipal nos primeiros dias do ano garantiu o serviço apenas aos servidores estatutários, porém estipulou um lapso de apenas 90 dias de vigência.
O prefeito disse que a parte da Previdência que vai garantir a aposentadorias e pensões dos servidores está sob controle, porém, o grande problema é o Ipam Saúde. Para dr Hildon, um dos principais problemas da crise do serviço de assistência à saúde foi causado, ao longo dos anos, por causa da contratação pensada de servidores comissionados unicamente com o objetivo programado de fazer algum tipo de cirurgia.
“Ocorreram muitos casos de abusos, muitos casos pensados de cirurgia antes mesmo da contratação. Há muitas dificuldades porque o Ipam não possui a expertise necessária para atuar como plano de saúde. Minha expectativa é que se mantenha a assistência apenas aos estatutários”, disse o prefeito durante reunião com a presença de todos servidores do Ipam, entre os quais, vários que estão no órgão desde sua fundação em outubro de 1990.
HOMENAGENS
Durante a apresentação foi oferecido um café da manhã em homenagem aos dois primeiros aposentados pelo Ipam: a dona Altair de Menezes Erse, hoje com 94 anos, coincidentemente tia dos dois principais responsáveis pela criação do Instituto, o ex-prefeito Chiquilito Erse e o então secretário do Planejamento, Luiz Guilherme Erse, atualmente de volta à pasta, e Setembrino Bezerra de Oliveria, 88 anos.
Altair Erse, atualmente residindo em Belém (PA) aposentou-se pelo regime comum da previdência social, em 75, mas em 90, com a criação do órgão municipal foi absorvida pelo Ipam. Segundo familiares, foi uma mulher muito além de seu tempo. Formada em contabilidade, foi secretária da Administração Municipal, na gestão do coronel Marques Henrique, numa época em que posições de destaque no serviço público era reservada predominantemente aos homens.
O que causava certo reboliço social, no entanto, era o que fazia na vida pessoal. Numa época de tradições e muito conservadorismo, foi a primeira mulher em Rondônia a tirar brevê para pilotar avião. Uma sobrinha confidenciou que ela teve a licença para pilotar suspensa depois de um vôo rasante sobre o rio Madeira, bem em frente a Estrada de Ferro Madeira Mamoré que reunia centenas de pessoas da pequena cidade em formação. Pouco depois, era vista pelas ruas da cidade pilotando uma lambreta e mais adiante dirigindo carros, comportamento mal visto para mulheres nos anos 50, 60, principalmente em plena amazônia. Escândalos para a época, mas motivo de comemoração e orgulho para os familiares de hoje em dia que a representaram nas homenagens.
Fonte: COMDECOM
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