Quinta-feira, 10 de dezembro de 2009 - 18h29
Augusto José
A consultora da secretaria especial de políticas públicas para as mulheres (região Norte), antropóloga Flávia Melo, destacou a importância do 1º Seminário de Implantação da Rede de Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência, realizado nesta quarta e quinta-feira (9 e 10/12) no auditório da Fatec em Porto Velho. O evento fez parte da campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as mulheres, promovido pela Prefeitura de Porto Velho.
Flávia também elogiou a administração do Prefeito Roberto Sobrinho pelas “importantes” conquistas em favor do público feminino, como a inauguração do centro de referência para atendimento às mulheres vítimas de violência (Sonho de Liberdade), implantação do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher, inauguração da casa para tratamento de mulheres com dependência química, Centro de Atendimento Psicossocial, maternidade municipal Mãe Esperança, lei que amplia a licença maternidade de quatro para seis meses às servidoras municipais e a lei de notificação compulsória, que determina aos agentes públicos da saúde que, ao constatar qualquer ato de violência contra a mulher encaminhe a vítima ao centro de referência da saúde da mulher ou aos demais órgãos para apurar o caso.
A consultora proferiu duas palestras durante o seminário. Na quarta-feira, falou da importância da Rede de Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência para implantação da casa abrigo. Na quinta, fez uma análise da conjuntura nacional de políticas públicas para as mulheres e a necessidade de buscar mecanismos que possibilitem maior condição e meios para enfrentamento da violência.
De acordo com Flávia Melo, boa parte dos estados já trabalham em conjunto com da Rede de Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência. “Aqui na região Norte contamos com esses serviços no Pará e Amazonas. Porto Velho está caminhando no rumo certo”, frisou. Ela acrescentou que a rede dá resultados, mesmo que não funcionem adequadamente.”É uma forma de fazer com que os diversos órgãos envolvidos olhem na mesma direção e conheçam o funcionamento um do outro. Isso evita que a mulher sofra mais violência ao procurar ajuda e agiliza as formas de atendimento”, explicou.
A coordenadora municipal de políticas públicas para mulheres, Mara Regina Araújo disse que durante o seminário foram realizadas oficinas de capacitação aos integrantes da Rede de Atendimento. “É preciso otimizar os serviços desde o atendimento do Samu, passando pelos postos de saúde, hospitais, delegacias e outros órgãos que atendem a mulher vítima de violência. Cada um tem que conhecer e exercer o seu papel”, afirmou.
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