Sexta-feira, 15 de julho de 2016 - 13h52
Quando o mercado estava em boa fase, na consolidação do crescimento econômico, houve significativa redução dos casos de inadimplência das micro e pequenas empresas (MPE) e também dos consumidores. Mas, depois da forte desaceleração dos movimentos financeiros e da crise instalada no Brasil em decorrência de uma política econômica equivocada, as empresas têm fechado suas portas. Essa tendência provoca redução de postos de trabalho e aumenta o número de pessoas sem condições de adquirir bens de consumo. Esse encolhimento do poder de compra resulta em pedidos de falência das empresas em geral, independente do porte de suas categorias.
O cenário não é dos melhores quando empresas pedem recuperação judicial, porque algumas de grande porte ficam devendo aos proprietários de pequenos negócios. A situação provoca um efeito cascata que leva as micro e pequenas empresas a não receber seus créditos dos grandes clientes. Esse impacto é de grande influência na liquidez para cumprir seus compromissos e afeta de forma prejudicial o fluxo de caixa dos pequenos negócios. As consequências vão da inadimplência à necessidade de recuperação financeira que pode levá-las ao colapso das atividades.
As micro e pequenas empresas lideraram os requerimentos de recuperação judicial no início de 2016. De acordo com a avaliação dos economistas de consultorias especializadas, o quadro recessivo dos dois últimos anos se agrava quando as empresas têm dificuldades na obtenção de crédito. Nos cinco primeiros meses de 2016, a situação também levou ao aumento dos pedidos de falência, sempre com as MPE liderando o total de solicitações, seguidas das médias e depois das grandes empresas.
De acordo com Guilherme Afif Domingues, presidente do Sebrae Nacional, “preocupado com a situação das empresas de pequeno porte, o Sebrae criou o projeto Recupera MPE, em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para orientar micro e pequenas empresas a enfrentarem uma recuperação judicial, seja como credor ou como solicitante. E, em casos de falência, apoiá-las quanto à preferência no recebimento da dívida”.
Afif tem se empenhado em motivar os empresários a encontrar formas de enfrentar o problema da atual crise e explica: “Para ter mais informações sobre o Recupera MPE, acesse nosso portal www.sebrae.com.br/
Fonte: Antônio Veronese
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