Quarta-feira, 1 de junho de 2011 - 15h04
No próximo dia 13 (segunda-feira), todos os servidores do Poder Judiciário filiados ao Sinjur (entidade sindical que representa os trabalhadores da Justiça) paralisarão suas atividades para forçar a votação, no pleno do Tribunal de Justiça de Rondônia, a votação da revisão geral de remuneração. “Os servidores aguardarão de braços cruzados a votação pelo pleno do TJ da revisão geral de remuneração”, afirmou o presidente do Sinjur, Israel Borges.
Antes da paralisação, na próxima terça-feira (07) os servidores das Comarcas de todo Estado participarão de uma assembléia geral, com membros do Sinjur, em frente ao prédio do TJ. A assembléia, que terá característica de manifesto, tem por objetivo transmitir a insatisfação e indignação do servidor ante o descaso da presidência do TJ para com os serventuários da Justiça. “Vamos cobrar o envio do projeto de revisão salarial para a Assembléia Legislativa e o pagamento das diferenças salariais devidas aos servidores”, explicou Jussara Dias, diretora do Sinjur.
O manifesto e a paralisação foram definidos na manhã desta terça-feira (31/05) durante assembléia. Em suas exposições, alguns servidores demonstraram revolta, porque, segundo eles, souberam que os magistrados já estão recebendo as diferenças, “enquanto para o servidor não tem previsão”. De acordo com Jussara Dias, a indignação foi geral, em todas as comarcas do Estado.
A diretora de comunicação do sindicato, Marilete Brito, informou que o Sinjur pedirá providência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para a unificação das folhas de pagamento de magistrados e servidores. “A resolução 70 do CNJ garante ao sindicato o direito de acompanhar a execução orçamentária e financeira do Tribunal”. A medida, segundo ela, é para o melhor acompanhamento dos gastos com pagamento de diferença dos magistrados e servidores. “Hoje sindicato não tem acesso a todos os dados”. No mesmo pedido o Sinjur vai requerer informações sobre o montante pago aos magistrados.
A diretora financeira do sindicato, Sônia Oliveira, diz que, na assembléia geral, foi decidido ainda ajuizamento das ações da URP (Unidade Referencial Padrão), para o índice de 3,77% que deve ser incorporado aos vencimentos dos servidores. “Vamos requerer inclusive o pagamento retroativo a cinco anos”.
Também será ajuizada ação do abono salarial de 40%. Sônia Oliveira assegura que a percentagem foi aplicada somente sobre o vencimento básico e não sobre as vantagens pessoais dos servidores.
Fonte: Sinjur / Toni Francis MTE-753/RO
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