Sábado, 27 de abril de 2013 - 19h15
Durante a audiência, Sid Orleans destacou que o edital aberto pela Secretaria de Promoção da Paz (Sepaz) exclui as comunidades terapêuticas do processo ao invés de facilitar o credenciamento das mesmas para a internação daqueles dependentes que necessitam de tal nível de tratamento e, por isso, se encontrará com representantes da secretaria a fim de sanar as diretrizes que complicam o processo. “Vamos também solicitar por parte do Executivo, através do Comitê Gestor que foi criado para traçar os projetos para as ações antidrogas no Município, que agilizem o processo de finalização do Plano Municipal Antidrogas, além de estudar junto com servidores da saúde, educação e assistência social ações para o combate efetivo do consumo de drogas”, afirmou.
Atualmente, em Porto Velho, não há uma mensuração de quantos dependentes químicos existem e nem onde eles fazem tratamento. A necessidade é para que o jovem portovelhense se previna das drogas. “O primeiro centro de tratamento para o tratamento de problemas de saúde mental, incluindo também usuários de drogas ilícitas foi implantado na época em que dirigia a Policlínica Oswaldo Cruz, em 2002. De lá para cá várias outras drogas surgiram”, contou Sid Orleans.
Alguns locais como a irmandade de Alcóolicos Anônimos, a Apatox, o Refúgio Canaã, Casa Família Roseta, dentre outros, fazem o tratamento de pessoas com envolvimento com drogas na capital. Conforme Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o Brasil é o segundo colocado no consumo de cocaína e seus derivados. Ao todo, mais de 6 milhões de brasileiros já usaram cocaína, crack, óxi ou merla. Os dados são de 2012.
A mesma pesquisa aponta que o Brasil é o maior consumidor de crack no mundo. “Nós queremos que o Executivo tome atitudes para acabar com os ambientes para o consumo de drogas. Também vamos exigir a instalação de um programa para tratamento dos dependentes suas famílias”, finalizou.
Fonte: Ascom
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