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Tribunal do Trabalho de Rondônia e Acre terá atividades paralisadas por 48 horas



Nos próximos dias 11 e 12 de novembro cerca de 800 servidores da justiça do trabalho de Rondônia e também do Acre, estarão de braços cruzados. A paralisação acontece simultaneamente em todo o país. Aqui o movimento é coordenado pelo Sinsjustra – Sindicato dos servidores da justiça do trabalho, mas o ato é orientado pela Fenajufe – Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União

O principal motivo do movimento paredista é reforçar a campanha em defesa da revisão salarial. Antônio Batista, presidente do Sinsjustra, manifesta insatisfação com o salário base da categoria, o baixo valor prejudica quem precisa se aposentar, pois nessa hora o servidor perde gratificações e benefícios.

A paralisação é justificada tendo em vista que o último aumento de salário se deu com a aprovação da Lei n. 11.416 em 2006, desde então a categoria sofre com um piso defasado. “De dois anos para cá tudo ficou mais caro em Rondônia, devido o crescimento que atravessamos. Em Porto Velho o custo de vida aumentou muito em conseqüência das usinas e também do shopping, grande atração da cidade. Mas, nesse tempo nosso salário continua o mesmo e totalmente defasado. Com isso, os itens básicos de sobrevivência, que vão desde a gasolina até o tênis do filho, acabam pesando do orçamento”.

Outra preocupação do servidor é com os empregos que geram. A maioria precisa ter em casa doméstica, diarista ou babá. Caso a reposição salarial não acontece essa pessoas poderão perder suas fontes de renda.

O movimento dos servidores da justiça do trabalho pretende pressionar o Superior Tribunal Federal – STF a enviar imediatamente ao congresso o projeto de revisão salarial, elaborado há mais de um ano.

Durante as 48 horas de paralisação 30% do efetivo estará desenvolvendo as atividades dentro do tribunal, conforme a Lei Federal 7.783/89. Mesmo assim o atendimento deve ser prejudicado, pois só nas oito varas da capital são realizadas diariamente cerca de 64 audiências e conciliações. Números que devem diminuir nos dois dias de braços cruzados.

No próximo dia 14 a Fenajufe, Ministério Público da União e sindicatos de todo o país realizarão uma reunião ampliada para avaliar as paralisações, definir as próximas atividades de mobilização e discutir o indicativo de greve por tempo indeterminado.

Fonte: Luciane Gonçalves

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